Curta Ficção #046 – Como dar e receber feedback



Curta Ficção #046 – Como dar e receber feedback

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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee falam sobre como dar e receber feedbacks, seja através de uma resenha, leitura beta, comentário ou até mesmo cara-a-cara.

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23 thoughts on “Curta Ficção #046 – Como dar e receber feedback

  1. Mais um episódio SHOW do Curta Ficção!
    Obrigado por lembrarem de mim como comentarista HAHAHAHAHAH
    <3

    1. Oiê Fogssss! Obrigada por comentar (sempre) e DESCULPA QUE NA HORA EU PENSEI “LUCAS” E NÃO FOGS huahauhauhauha
      Beijãooo!

  2. O tempo se tornou algo tão valioso que cada vez mais precisamos valorizar a quantidade dispendida em determinada ação (ou não ação, no caso da procrastinação). Eu encaro feedback como algo feito para valorizar o tempo dado à determinada experiência em algo útil para aquele quem produziu determinado conteúdo. Além disso, muitas vezes eu encaro como um retorno para os autores, em agradecimento ao tempo de entretenimento que eles me ofereceram. Em alguns casos é o mínimo que se pode fazer, no caso de conteúdo gratuito… Como dizem por aí, material gratuito na internet se paga com comentários, curtidas e compartilhamentos. Um bom feedback pode ser uma extensão disso, para aqueles que querem mais do que massagem de ego, mas uma ferramenta para o aperfeiçoamento, para devolver novamente ao leitor o que se aprendeu no caminho e alimentar o círculo virtuoso.

    1. Fala, Mike!

      Nossa, você tocou num ótimo ponto que não abordamos: como o feedback pode ser um “pagamento”. Inclusive, muito autor iniciante cede a obra pra blogueiros e YouTubers apenas em troca do feedback (e da divulgação, mas que nem é o mais importante no caso de um veículo de alcance menorzinho)… Obrigada pelo comentário! <3

      Jana

  3. Como sempre, ótimas dicas. Para o escritor vale sempre humildade e saber ouvir críticas e se beneficiar delas. Eu particularmente, como sempre escrevo resenhas de livros que leio, já deixei de fazer algumas resenhas justamente por não encontrar algo de positivo/construtivo de um dado livro. Acho que tem horas que é melhor ficar quieto do que “descer a ripa” em alguém.

    O melhor é escrever reviews de livros que adoramos, aí não tem erro. Mas quando gostamos de algumas coisas e outras não, vale aquela técnica do sanduíche. Começa falando bem, coloca as críticas “negativas” no recheio e terminar fazendo um balanço geral e dando ênfase a algum aspecto positivo da obra.

    1. Fala, Carlos!

      Perfeito, esse é bem o meu comportamento ultimamente… E o Mike tem um bom ponto, mas eu concordo que, se houver abertura, vale sempre começar elogiando, colocar as críticas no meio e concluir de um jeito simpático. Acho que é um jeito bem humano de não esconder as críticas e passar a mão na cabeça!

      Obrigada pelo comentário!
      Jana

  4. Mais um episódio excelente do Curta! Lembro de ter comentado com a Jana, certa vez, sobre a questão da crítica no Brasil. Talvez por vivermos num universo relativamente pequeno no que diz respeito à ficção especulativa, sobretudo fantasia e FC, acho que a crítica é bem mais branda do que poderia ou deveria ser. E como foi dito no cast, isso também pode ser um mal. E falo por mim, inclusive. Tenho um pouco de receio de criticar livros nacionais no Conte Histórias. Certa vez, escrevi sobre um livro e me furtei de dizer que não havia gostado dos diálogos. Pensei: daqui a pouco publico alguma coisa e como fica? É o velho caso do telhado de vidro. Mas esse caso não saiu mais da minha memória. Complicado. 🙁

    1. Verdade, Michel. Acho que o cenário que você pintou bem plausível, justifica muito das bolhas que acabam se formando em volta de obras e autores. As vezes pode ser bem cômodo que se mantenha esse status, principalmente com o ego bairrista presente em muitas esferas da cultura pop.

    2. Fala, Michel, tudo bom?

      Meu, sim, total! Nós, que apoiamos sinceramente a literatura nacional, cedo ou tarde acabamos nos deparando com esse dilema… Mas acho que é algo que vamos aprendendo aos poucos a dosar! Só a preocupação com isso já mostra maturidade.

      Brigadão por comentar!
      Jana

  5. Concordo com as dicas, e já as sigo com as resenhas que faço no meu blog XP Literário.

    Sempre procuro analisar alguma falha na obra por mais que eu goste da história e exponho na review. Apesar de que minha intenção é sempre incentivar a leitura, eu exponho os pontos positivos e negativos do livro para os leitores tirarem suas conclusões se vale a pena ou não.

    O mais legal é receber o feedback positivo quando eu critico o trabalho de um autor. Alguns já agradeceram pelas dicas de como eles podem melhorar nos próximos trabalhos.
    Também tive uma resposta negativa de um autor por eu criticar um ponto. Ele postou um comentário gigante para se defender, digo até que foi bem fundamentado, porém não abrangia o aspecto específico que comentei na obra dele. Não respondi para este por temer virar um jogo de “bate e rebate”, mas a opinião dele ficará acessível a quem visitar o post da resenha.

    1. Fala, Diego!

      SIM, receber feedback do feedback é muito legal! Também adoro saber que ajudei algum autor (e adoro que as pessoas saibam quando me ajudaram). E nesse caso do cara, você fez certíssimo! Não perdeu a razão, mas deu o espaço pro rapaz se justificar e pros leitores tirarem as suas conclusões. Muito massa! Depois vou lá visitar o XP! 🙂

      Abração!
      Jana

    2. Muitos feedbacks se tratam simplesmente da experiência do leitor enquanto leitor, não de julgamentos de valor técnicos. Quando o autor “rebate” algo neste sentido ele está tentando inutilmente “explicar” ao leitor a experiência que ele “deveria” ter tido, o que não faz nenhum sentido, afinal ele deveria ter feito isso na história, certo?

      Quando um autor fica na defensiva como no seu exemplo ele está escolhendo pegar a “cartinha do leitor” e jogar no lixo. Na minha opinião o autor tem duas opções ao lidar com o feedback de um leitor: ele pode concordar e ele pode discordar. O que ele não pode fazer é negar (e vemos muito isso acontecer, quando o autor “culpa” o leitor por não ter “entendido” o texto).

      1. Concordo contigo, Mike. Este autor fez algo perigoso ao responder meu feedback, e só vai prejudicar a ele. Pelo menos ele apenas debateu a minha crítica sem atingir o blog ou a mim, que também só ficaria pior para ele.

        E será muito bem-vinda ao XP, Jana! Além de resenhas de livros, publico textos diversos (contos, crônicas e artigos) toda segunda-feira 🙂

  6. Fala galera do Curta Ficção!
    Hora do feedback sobre esse programa sobre como dar um feedback (OMG, that’s a inception! ). Gostei muito do programa e se pararmos bem para pensar, o feedback é a coisa mais importante para o autor e para o consumidor. De um lado, o trabalho de um produtor de conteúdo (para abranger escritores, diretores, ilustradores, etc) é relativamente solitário e, diferente do que é dito em entrevistas de emprego, todos são “perfeccionistas” se gostam do fazem. Logo, sempre achamos que o que planejamos sai pior do que de fato aparece no mundo real (tipo o Mundo das Ideias de Platão). Auto-estima é fogo kkkkkkkkk. Por isso a importância não só de continuamente precisarmos de ouvir quem nos consome, mas também contratar gente especializada para o feedback. Isso não é só sobre melhor a escrita, é sobre adquirir confiança para continuar criando e também ter alguém para dividir esse ofício solitário, já que mora dentro de nossa mente. Se pararmos para analisar, plataformas como o Wattpad são justamente embasadas no feedback.
    Do outro lado da moeda, o feedback é importante para nós consumidores, para não nos tornamos passivos. O consumismo não está ligado somente em comprar “experiências” (filmes, livros, HQs, comidas, roupas, etc) em exagero, está muito mais ligado ao consumo “acrítico”. Quando você dá um feedback sobre algo, você tem de pensar no que consumiu e daí surge a criticidade e somos “libertados” da inércia, uma vez que vamos passar a consumir o que achamos “pessoalmente” melhor, não o que nos dizem ser melhor. Provavelmente – já que não sou um sociólogo- a internet, por nos possibilitar de sempre falar sobre o que consumimos, foi o que fez surgir essa explosão de blogs especializados em tantas áreas de consumo da cultura pop e arte e mercados tão nichados como vemos hoje. Inclusive – olha o jabá – o que ando mais gostando do Entre Ficções é o feedback do Marvim diretamente ao autor, uma vontade que todo leitor tem.
    No mais, deixo mais um abraço e um desejo de “quem dera todo autor recebesse uma crítica, sem precisar causar uma treta gigante na internet”.
    Até a próxima galera o/

    1. Oi, Ton!

      Inception de feedback é ótimo hahaha… E concordo totalmente nessa análise das “duas facetas” do feedback, pra escritores e pra leitores… Eu mesma me beneficio muito das duas partes! 😛

      E gostei disso que falou sobre o EntreFicções! Eu não tinha pensado por esse lado, mas realmente é uma característica muito legal do programa, né?

      Brigadão pelo comentário, Ton!

      Abração!
      Jana

  7. Adorei as dicas!

    Para mim, dar feedback é tranquilo e procuro ser sempre o mais respeitosa possível quando vou criticar algo. Em relação a receber feedback, não digo que é um problema, mas não vou mentir que dá aquela vontade de alguém falar que meu texto é perfeito e não precisa mudar nada (e é óbvio que isso é ilusão hahahahaha). Na experiência que tive com a leitura beta e leitura crítica do meu livro, depois daqueles 5 minutinhos de orgulho ferido (acontece, né hahaha), deu tudo certo e as críticas que recebi foram fundamentais para melhorar meu texto.

    1. Oi, Carol!

      Você é um amorzinhoooo! E na experiência que tive, não só dá feedback como o recebe muito, muito bem! <3
      Obrigada pelo comentário e um beijão enorme!
      Jana

    1. Fala, Rafael!

      É essencial mesmo! Acho que fica pau a pau com a importância de ler sobre escrita e estudar… É uma ferramenta incrível de aprendizado!

      Muito obrigada pelo comentário!
      Jana

  8. Uhul! Poder aos comentaristas o/
    É como uma frase que ouvi no Todo Mundo Odeia o Chris: “nada grita mais alto do que o som do silêncio”. A gente pode escrever para a gente, mas publicamos para os outros.

    Falando ainda em feedback, no último episódio o Lee me deu uma dica de colocar um conflito na frente do personagem em uma história que eu estava travado, e que seria “Melhor ainda se for algo que mexe com ele num nível pessoal e emocional”. Depois disso fui procurar um pouco mais sobre o assunto, e encontrei um vídeo sobre Last Jedi e “7 questões de uma narrativa” (algo mais ou menos assim). As tais questões são: O que o personagem deseja? O que precisa fazer? Qual o conflito interno? O conflito com o mundo? E o conflito com outros personagens? Qual foi a mudança sofrida no final? E qual o impacto dessa mudança? Com isso percebi que o personagem principal não serviria para ser o principal, porque ele já estava “completo”, não haveria um conflito ou mudanças para ele. E se a Jana trocou o protagonismo do romance dela (de um ROMANCE)… Partiu trocar o personagem principal do conto. Acho que agora desenrolo a história. Obrigado, gente. Vocês são incríveis.

    P.S.: Me segurei para não fazer o trocadilho de que o feedback é o alimento do escritor. ‘-‘

  9. Parabéns pelo excelente programa!
    Se me permitem uma dica complementar, o Eduardo Spohr sempre dá bons conselhos sobre como lidar com críticas. É algo muito legal. Ainda mais em um mercado onde os autores têm egos tão sensíveis.

    Abraços.

    1. Fala, Davi!

      Boa! Eu gosto muito da postura do Spohr em geral… É uma boa dica!

      Obrigada por comentar!
      Jana

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