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Curta Ficção #047 – Conciliando escrita e vida pessoal



Curta Ficção #047 – Conciliando escrita e vida pessoal

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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee convidam a escritora, engenheira, esposa, mãe e faz-tudo Paola Siviero pra conversar sobre a difícil arte de conciliar escrita e vida pessoal. Quais são as possíveis estratégias pra conseguir espremer um tempinho útil da rotina corrida? Como contar com seus aliados nessa saga? E como usar suas experiências a seu favor?

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Pavio Curto #002 – O desafio dos eventos literários



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Esse é mais um episódio do Pavio Curto, o podcast spin-off do Curta Ficção sobre mercado literário e suas tretas. Nele, Gui Liaga, Taissa Reis, Jana Bianchi e Barbara Morais falam sobre o desafio que é fazer eventos literários no Brasil. Quais são os tipos de evento existentes, seus públicos, os paradoxos do mercado e as principais complicações pra organiza um evento?

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Curta Ficção #046 – Como dar e receber feedback



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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee falam sobre como dar e receber feedbacks, seja através de uma resenha, leitura beta, comentário ou até mesmo cara-a-cara.

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Pavio Curto #001 – Escritores que não leem



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Bem-vinda ou bem-vindo ao Pavio Curto, o podcast spin-off do Curta Ficção sobre mercado literário e suas tretas. Nesse episódio piloto, Gui Liaga, Taissa Reis, Jana Bianchi e Thiago Lee discutem o curioso fenômeno dos escritores que não leem. Onde moram essas criaturas que querem vender seus livros, mas “não têm tempo” pra ler as obras dos amigos? Do que se alimentam os escritores que não têm paciência de ler editais ou guidelines de submissão e se acham acima de todas as regras?

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Curta Ficção #045 – Da Ideia ao Manuscrito



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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee falam sobre seus processos criativos e suas experiências transformando ideias em manuscritos.

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[DICA DE ESCRITA] Como pontuar diálogos



[DICA DE ESCRITA] Como pontuar diálogos

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Oi, gente! Aqui é a Jana.

No livro Como escrever diálogos: A arte de desenvolver o diálogo no romance e no conto (Editora Gutenberg), Silvia Adela Kohan diz que o bom diálogo é uma forma narrativa das mais convincentes, uma estratégia literária que aproxima o leitor dos personagens por ser uma maneira de apresentar suas falas sem intermediário aparente.

Dependendo do tipo de discurso escolhido, a formatação adequada do texto se torna importante pra garantir a clareza do enunciado. Apesar de ser um recurso presente na grande maioria das obras de prosa de ficção, minha breve experiência com textos de autores iniciantes — em especial durante a análise do material enviado para o primeiro processo de seleção da Revista Mafagafo, da qual sou editora — mostra que pontuar e formatar corretamente os diálogos ainda é uma dificuldade comum.

Por isso, resolvi compilar todas as questões importantes sobre o tema, incluindo exemplos. A ideia é que esse texto seja um guia prático pra consulta em caso de dúvida, mas também achei importante tocar nos aspectos mais teóricos da questão. Pra facilitar a consulta desse texto de acordo com a sua necessidade, os tópicos abordados estão divididos segundo o sumário com links abaixo:

___________________________________________

1) DEFINIÇÕES E REGRAS GERAIS
1.1 Verbos de elocução (dicendi ou sentiendi)
1.2 Tipos de discurso
1.3 Quebra de parágrafos
1.4 Posição dos sujeitos (pronomes pessoais ou substantivos)
1.5 Escolha de travessão, aspas ou diálogo sem sinalização tipográfica

2) USANDO O TRAVESSÃO PARA SINALIZAR O DIÁLOGO
2.1 Hífen, traço médio e travessão
2.2 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi/sentiendi
2.3 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo comum
2.4 Como pontuar diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi/sentiendi
2.5 Como pontuar uma fala dividida em múltiplos parágrafos
2.6 Como pontuar diálogo dentro de diálogo

3) USANDO ASPAS PARA SINALIZAR O DIÁLOGO
3.1 Posição das aspas
3.2 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi/sentiendi
3.3 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo comum
3.4 Como pontuar diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi/sentiendi
3.5 Como pontuar uma fala dividida em múltiplos parágrafos
3.6 Pensamentos
3.7 Diferença entre a pontuação de diálogos no inglês e no português brasileiro

4) AGRADECIMENTOS E REFERÊNCIAS

___________________________________________

Os exemplos apresentados ao longo desse texto foram extraídos dos livros:

As marcações especiais (negrito e sublinhado) nos textos usados como exemplos foram feitos apenas para destacar o que foi explicado — e, portanto, não estão presentes no texto original.

___________________________________________

1) DEFINIÇÕES E REGRAS GERAIS
Antes de falar sobre as regras de pontuação do diálogo, que dependem do estilo de pontuação escolhido pelo autor, editor ou tradutor de um texto — uso de travessão ou aspas —, achei válido introduzir algumas definições presente nestas regras e apresentar também regras que possuem aplicação geral.

1.1 Verbos de elocução (dicendi ou sentiendi)
Segundo Othom M. Garcia, autor de Comunicação em Prosa Moderna (Editora FGV), verbos dicendi são aqueles verbos de elocução que indicam qual interlocutor está com a palavra. Em outras palavras, são os verbos que explicam um ato oral, como dizer, perguntar, responder, retrucar, continuar, finalizar, concordar e exclamar, entre outros. Verbos sentiendi, por sua vez, são aqueles que exprimem emoções, estados de espírito ou reações psicológicas do personagem, como por exemplo balbuciar, berrar, gaguejar, gemer, suspirar ou lamentar.

1.2 Tipos de discurso
Em sua Moderna Gramática Portuguesa (Editora Nova Fronteira), Evanildo Bechara apresenta os discursos direto, indireto e indireto livre em função da maneira com que os verbos dicendi e sentiendi são inseridos nas orações. O discurso direto é aquele em que o autor reproduz as palavras do interlocutor com ajuda explícita ou não dos verbos dicendi e sentiendi.

EXEMPLO DE DISCURSO DIRETO COM USO DE VERBOS DICENDI OU SENTIENDI — Você veio andando o caminho todo de Kaniere até aqui? — perguntou Clinch. Certamente não havia caminhado quatro milhas, não quando ela mal conseguia manter a cabeça erguida! Não quando ela mal conseguia parar em pé! Ela cantarolou novamente, quebrando a melodia em duas partes, para indicar uma resposta negativa. — Como veio, então? — disse Clinch. — Dick estava passando por perto — balbuciou ela. (Os Luminares, página 271)

O discurso indireto é aquele em que, segundo Bechara, “os verbos dicendi se inserem na oração principal de uma oração complexa tendo por subordinada as porções do enunciado que reproduzem as palavras próprias ou do nosso interlocutor. Introduzem-se pelo transpositor que, pela dubitativa se e pelos pronomes e advérbios de natureza pronominal” (página 482).

EXEMPLO DE DISCURSO INDIRETO Explicou que ele cuidara de Anna quando ela fora solta do cárcere duas semanas antes, e desde então tentara granjear sua amizade. (Os Luminares, página 356)

Por fim, o discurso indireto livre introduz a fala do personagem sem nenhum elo com os verbos dicendi, e tem a particularidade de poder manter as interrogações e exclamações da oração originária.

EXEMPLO DE DISCURSO INDIRETO LIVRE Essa quantia deveria ser paga à sra. Wells assim que a fortuna estivesse desimpedida pelo Banco Central, e em qualquer moeda que a viúva desejasse. A sra. Wells tinha alguma coisa a objetar? Não, não tinha — mas ela deu a Aubert Gascoigne um sorriso muito amplo ao se retirar do tribunal, e ele viu que os olhos dela estavam brilhando. (Os Luminares, página 594)

1.3 Quebra de Parágrafo
Independente do estilo de pontuação escolhido, toda troca de turno conversacional — ou seja, toda alternância de locutor — deve ser marcada pela mudança de parágrafo. É recomendado manter a fala de um mesmo personagem em um só parágrafo, mas exceções podem ser abertas em caso de 1) falas interrompidas por trechos narrativos ou 2) falas muito extensas.  No primeiro caso, o parágrafo pode ser quebrado e, depois do trecho narrativo, pode ser retomado com alguma indicação de continuidade como continuou, prosseguiu ou retomou.

EXEMPLO DE FALA INTERROMPIDA POR TRECHO NARRATIVO — Lydia Wells — começou Lauderback — é a dona de um estabelecimento em Dunedin cujo nome eu preferiria dizer somente uma vez, se não se importar. O lugar se chama A Casa dos Muitos Desejos. Um nome infeliz, realmente. Suponho que você já tenha ouvido falar desse lugar. Balfour assentiu, mas discretamente, de modo a não implicar nem familiaridade nem total ignorância. O estabelecimento ao qual Lauderback se referia era uma casa de jogos da mais baixa estirpe, famosa por suas altas apostas e por suas dançarinas. — Lydia era… uma velha conhecida minha nesse lugar — continuou Lauderback. — Não envolvia dinheiro. Não houve transação financeira, entenda-me bem. Entenda-me, porque é a verdade. — Ele tentou encarar Balfour, mas os olhos do agente portuário estavam baixos. — Enfim — disse Lauderback depois de um instante — sempre que eu ia a Dunedin, eu a visitava. (Os Luminares, página 80)

O segundo caso será abordado nos itens 2.5 e 3.5

1.4 Posição dos sujeitos (pronomes pessoais ou substantivos)
A posição dos sujeitos (pronomes pessoais ou substantivos) é uma questão de escolha do autor, tradutor ou editor do texto: o pronome pode aparecer antes do verbo, depois do verbo ou pode até ser suprimido, caso o interlocutor já tenha sido apresentado antes.

EXEMPLO DE SUJEITO ANTES DO VERBO “Esqueceu seu bom humor com as rosas?”, ela comentou, dando uma baforada. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 82)

EXEMPLO DE SUJEITO DEPOIS DO VERBO “Ora ora, que surpresa”, disse o guitarrista, olhando-o de cima a baixo. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 117)

EXEMPLO DE SUJEITO OCULTO Liz se sentou na borda, mirou-o por sobre os ombros e voltou sua atenção para Tiago. “Chegou a hora de implorar pelo meu amor”, falou, citando a letra de sua música, para logo em seguida abrir as pernas. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 148)

1.5 Escolha de travessão, aspas ou diálogo sem sinalização tipográfica
Esta também é uma questão de escolha do autor, tradutor ou editor do texto. Porém, a tradição tipográfica brasileira propõe o uso do travessão, sistema de diálogo que é definido como padrão nos manuais de redação e guias de estilo da maior parte das maiores editoras do país (isso se aplica, em geral, a todas as línguas latinas). Em O Livro: manual de preparação e revisão, Ildete Oliveira Pinto diz que as aspas ficam restritas a dois casos: para realçar a fala que não segue uma réplica ou para assinalar um discurso direto dentro de outro discurso indireto.

EXEMPLO DE FALA QUE NÃO SEGUE UMA RÉPLICA Mas Balfour não estava particularmente certo disso, tampouco se sentia inclinado a estar. Ele protestou e, após uma breve negociação, Lauderback concordou em deixar de fora o nome de Nilssen, “embora eu não deva poupar George Shepard da mesma cortesia”, acrescentou ele, e riu novamente. (Os Luminares, página 594)

O segundo caso será abordado no item 2.6.

Outra possibilidade é não utilizar sinalização tipográfica alguma para demarcar os diálogos. Nesse caso, estes são introduzidos no meio da prosa sem demarcação alguma ou seguindo os padrões de pontuação de diálogos que utilizam as aspas, conforme itens 3.2, 3.3 e 3.4. Os diálogos inclusos no meio do discurso livre indireto também não são demarcados, conforme mostrado no item 1.2.

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2) USANDO O TRAVESSÃO PARA SINALIZAR O DIÁLOGO

2.1 Hífen, traço médio e travessão
A primeira coisa a se notar no caso da escolha desse padrão tipográfico é o uso do sinal correto para indicar os diálogos. O hífen, a meia-risca e o travessão costumam ser frequentemente confundidos entre si, mas como o Rodrigo van Kampen fala nesse texto, “existe um motivo pra sinais gráficos existirem” e é essencial utilizar cada sinal em sua devida aplicação. Veja a diferença entre os três sinais:

Hífen ou traço de união: –

Traço médio ou traço de divisão: –

Travessão: —

O hífen é usado para ligar duas palavras, como em bem-vindo, e apresenta uma tecla direta no teclado com padrão brasileiro. A meia-risca pode ser usada para ligar valores extremos de uma série, como em 0–10, e geralmente pode ser inserido através de atalhos no processador de texto (no Microsoft Word, o atalho é Alt + 0150). O travessão também pode ser inserido por um atalho (Alt + 0151 no Microsoft Word) e, além de ser utilizado para indicar mudança de interlocutor na transcrição de um diálogo, também pode substituir vírgulas, parênteses e colchetes para isolar palavras ou frases em um contexto ou ainda destacar enfaticamente o fim de um enunciado, conforme explicam Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova gramática do português contemporâneo.

EXEMPLO DE USO DO DUPLO TRAVESSÃO EM SUBSTITUIÇÃO ÀS VÍRGULAS PARA ISOLAR UM APOSTO O fornecedor de Pritchard para todos os tipos de opiáceos era um homem chamado Francis Carver. Ele agora refletia. O homem era um ex-presidiário, que em consequência disso tinha má reputação; com Pritchard, no entanto, ele sempre fora cortês e justo, e Pritchard não tinha razões para pensar que Carver pudesse querer a ele — ou a seus negócios — qualquer tipo de mal. (Os Luminares, página 183)

EXEMPLO DE USO DO TRAVESSÃO PARA DESTACAR ENFATICAMENTE O FIM DE UM ENUNCIADO E ele havia sido casado. Agathe Gascoigne — Agathe Prideaux, como a conhecera antes. (Os Luminares, página 263)

Eventualmente, manuais de redação e guias de estilo padronizam o traço médio (Alt + 0150) como sinal de transcrição de diálogos, mas o hífen jamais é utilizado nessas circunstâncias.

Alguns processadores de texto substituem automaticamente o hífen duplo (–) por travessão. De qualquer maneira, se o autor não quiser utilizar os atalhos ao longo da escrita pra inserir travessões ou o traços-médios no texto, o uso do hífen duplo é indicado pois, posteriormente, é possível substituir todos os hifens duplos pelo sinal gráfico de escolha. Isso é impossível no caso do uso do hífen simples pra demarcação de diálogos, já que nesse caso a substituição automática também substituiria os hifens aplicados corretamente, transformando, por exemplo, bem-vindo em bem—vindo, uso inadequado do travessão.

2.2 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi/sentiendi
No caso de diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi ou sentiendi, o diálogo não deve ser pontuado com ponto final e o trecho narrativo subsequente deve sempre começar com letra minúscula, mesmo quando o diálogo termina com ponto de exclamação, ponto de interrogação ou reticências, pois se entende a parte dialógica e a parte narrativa juntas compõem uma única frase.

EXEMPLO DE DIÁLOGO SEM PONTUAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Sim, senhor — respondeu Albert do escritório externo. (Os Luminares, página 162)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE EXCLAMAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Ai de mim! — disse Shepard. — São apenas meus para que os vigie. (Os Luminares, página 263)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE INTERROGAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Você não sabe? — disse Gascoigne. (Os Luminares, página 241)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM RETICÊNCIAS SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Bem... — disse Balfour novamente. — Talvez devêssemos ser otimistas. (Os Luminares, página 92)

Uma linha de diálogo pode ser interrompida no meio por uma oração contendo um verbo dicendi ou sentiendi. Se entre o primeiro e segundo elemento desta uma fala houver uma vírgula, ela é colocada após o segundo travessão. Em ambos os casos, a oração intercalada contendo o verbo dicendi ou sentiendi não é pontuada.

EXEMPLO DE DIÁLOGO INTERROMPIDO POR UM TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Eu lhe concederei o empréstimo e os meus serviços comissionados — disse ele enfim. Sua voz era baixa. Ele empurrou à sua frente as plantas do arquiteto. — Por favor, espere só um momento — acrescentou ele — enquanto registro os materiais de que precisa. (Os Luminares, página 92)

EXEMPLO DE DIÁLOGO COM VÍRGULA INTERROMPIDO POR UM TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI ou SENTIENDI — Senhor Gascoigne — disse Moody, levantando a mão —, apesar de minha juventude, possuo certo acúmulo de sabedoria sobre o sexo frágil e posso lhe dizer categoricamente que as mulheres não gostam quando as outras mulheres usam suas roupas sem lhes pedir autorização. (Os Luminares, página 416)

2.3 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo comum
No caso de diálogo seguido de trecho narrativo comum, sem um verbo dicendi ou sentiendi, o diálogo deve ser pontuado (com ponto final, interrogação, exclamação ou reticências) e o trecho narrativo deve ser, necessariamente, iniciado com caixa alta.

EXEMPLO DE DIÁLOGO SEM PONTUAÇÃO ESPECIAL SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM — Para sua nova paróquia — disse Balfour ignorando-o. — Estão realizando um enforcamento. — Ele pôs o chapéu, empurrou-o da resta para trás com o polegar e virou-se para sair. Na porta, demorou-se. — Eu não sei o seu nome, reverendo — disse ele. (Os Luminares, página 162)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE EXCLAMAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUMLO DE DIÁLOGO SEM PONTUAÇÃO ESPECIAL SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM — Ora! — Ela levantou-se um pouco mais no canapé. — Então eu canalizei o fantasma de um homem chinês! (Os Luminares, página 543)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE INTERROGAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM — E que confusão toda é essa? — Ela gesticulou fracamente em direção à mesa chamuscada e aos destroços do fogo. (Os Luminares, página 543)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM RETICÊNCIAS SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO COMUM — Sei que isso soa muito esquisito — disse ele —, mas não estou totalmente certo de que o homem dentro do caixote de transportes estivesse mesmo vivo. Devido à luz que havia no porão, e às sombras… — Ele vacilou, e então disse, em voz mais áspera: — Deixe-me dizer uma coisa. Eu não estou certo nem de poder chamar aquilo de homem. (Os Luminares, página 378)

Em alguns desses casos, o trecho narrativo comum pode vir em um novo parágrafo ao invés de vir diretamente depois do diálogo, com uso do travessão.

EXEMPLO DE DIÁLOGO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO COMUM — Sim, como um ator. Ah Quee estudou-o. (Os Luminares, página 486)

2.4 Como pontuar diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi/sentiendi
No caso de diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi ou sentiendi, este trecho deve ser terminado com dois pontos. Se o trecho terminado em verbo dicendi ou sentiendi for um parágrafo não iniciado em diálogo, depois dos dois pontos pode ou não haver uma quebra de parágrafo para introdução do diálogo.

EXEMPLO DE DIÁLOGO PRECEDIDO POR TRECHO NARRATIVO TERMINADO EM VERBO DICENDI ou SENTIENDI Finalmente Balfour adentrou e fechou a porta. Löwenthal voltou a seu lugar e juntou as mãos. Ele disse: — Por muito tempo pensei que, para os judeus, o negócio de jornais fosse a ocupação perfeita. Sem edições aos domingos, veja só, de modo que combina perfeitamente com o sabá. Tenho pena de meus concorrentes cristãos. Eles devem passar os domingos montando os tipos e espalhando tinta, preparando-se para a segunda-feira; não têm descanso. Enquanto você vinha até aqui, era nisso que eu pensava. Sim, pendure sua sobrecasaca. Por favor, sente-se. (Os Luminares, página 211)

Caso o trecho seja uma interpolação do narrador, não há quebra de parágrafo.

EXEMPLO DE DIÁLOGO PRECEDIDO POR TRECHO NARRATIVO TERMINADO EM VERBO DICENDI ou SENTIENDI NA INTERPOLAÇÃO DO NARRADOR — Conversar com você nunca é trabalho — respondeu Löwenthal gentilmente, e em seguida, pela quarta vez, disse: — Mas você precisa entrar logo. (Os Luminares, página 211)

2.5 Como pontuar uma fala dividida em múltiplos parágrafos
Caso seja necessário dividir uma mesma fala em vários parágrafos, possibilidade introduzida no item 1.3, o primeiro parágrafo deve ser iniciado com travessão e todos os parágrafos subsequentes devem começar com abertura de aspas, que só se fecham ao final da fala, isto é, após o último parágrafo.

EXEMPLO DE FALA DIVIDIDA EM MÚLTIPLOS PARÁGRAFOS — Senhor Staines, o seu advogado — disse ele — fez nesta tarde um bom trabalho em construir uma péssima imagem para o senhor Carver. Não obstante seu desempenho, contudo, reside o fato de que uma motivação para infringir a lei não significa uma autorização para infringir a lei: sua má opinião do senhor Carver não lhe dá o direito de determinar o que ele merece ou não merece. “Você primeiramente não testemunhou a agressão à senhorita Wetherell, nem qualquer outra pessoa, ao que me parece, o testemunhou; portanto, não pode saber sem a sombra de uma dúvida se o senhor Carver foi, de fato, o autor dessa agressão, ou até mesmo se ocorreu uma agressão. É evidente que a perda de qualquer criança é uma tragédia, e uma tragédia não poder ser mitigada pela circunstância; mas ao julgar o seu crime, senhor Staines, devemos pôr de lado a trágica natureza do episódio e considerá-lo puramente como uma provocação, e como uma provocação indireta, devo dizer, para que você cometesse os crimes mais premeditados de desfalque e fraude como forma de retaliação. Sim, você teve motivação para antipatizar com o senhor Carver, para se ressentir dele e até mesmo para desprezá-lo; mas sinto que declaro um ponto muito óbvio quando digo que você poderia ter trazido o seu agravo à atenção da polícia de Hokitika e nos ter poupado um grande incômodo. “Sua declaração de culpa lhe dá algum crédito. Também reconheço que você demonstrou grande cortesia e humildade em suas respostas esta manhã. Tudo isto sugere contrição e deferência ao adequado cumprimento da lei. Suas acusações, contudo, mostram uma negligência egoísta de uma obrigação contratual, um temperamento excêntrico e decadente e improbidade administrativa, não somente em relação às suas concessões de mineração, mas também aos seus colegas. Sua má opinião sobre o senhor Carver, por mais justificada que possa ser, levou-o a aplicar a lei com as próprias mãos em mais de uma ocasião, e em respeito a mais de uma questão. À luz disso, considero que lhe fará muito bem abandonar por um tempo sua majestosa filosofia e aprender a andar com sapatos alheios. “O senhor Carver foi acionista da Aurora por nove meses. Ele cumpriu com a obrigação contratual que lhe era devida, e em troca foi mal-recompensado. Emery Staines, por este meio o sentencio a nove meses de servidão, a trabalhos forçados.” (Os Luminares, página 735-736)

2.6 Como pontuar diálogo dentro de diálogo
Para assinalar um discurso direto dentro de outro discurso direto, o segundo diálogo deve ser assinalado com aspas. Nesse caso, caso haja uma oração intercalada com verbo dicendi ou sentiendi, esta oração fica fora das aspas, entre vírgulas ou vírgula e ponto final.

EXEMPLO DE DIÁLOGO DENTRO DE DIÁLOGO — Não — disse o rapaz. — Mas o senhor Pritchard levou consigo uma garrafa inteira de láudano, e um punhado de pólvora, além disso. O homem nativo disse: “Ele precisa de remédios”, eu o ouvi dizer. Mas ele não disse quem precisava deles. E o senhor Pritchard ficava repetindo algo que absolutamente não entendi. (Os Luminares, página 629)

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3) USANDO ASPAS PARA SINALIZAR O DIÁLOGO

3.1 Posição das aspas
Quando o período é iniciado e terminado em aspas, mesmo com uma oração intercalada com verbo dicendi ou sentiendi, a pontuação final — seja reticências, ponto final, de exclamação ou de interrogação — é colocada antes do fechamento das aspas.

EXEMPLO DE PERÍODO INICIADO E TERMINADO EM ASPAS COM PONTO FINAL “Algo parecido.” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 139)

EXEMPLO DE PERÍODO INICIADO E TERMINADO EM ASPAS COM PONTO DE EXCLAMAÇÃO “Você me expôs!” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 282)

EXEMPLO DE PERÍODO INICIADO E TERMINADO EM ASPAS COM PONTO DE INTERROGAÇÃO “Já tem um próximo encontro previsto?” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 139)

EXEMPLO DE PERÍODO INICIADO E TERMINADO EM ASPAS COM RETICÊNCIAS “Se você quiser discutir sua nota com ela...” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 218)

Caso o início do período não coincida com a abertura das aspas, então a pontuação final deve vir após o fechamento das aspas, independentemente da pontuação que finaliza o diálogo (reticências, ponto final, de exclamação ou de interrogação).

EXEMPLO DE PERÍODO QUE NÃO SE INICIA COM ASPAS Seguiam por uma rua engarrafada, a poucos quarteirões de seu destino, quando ela resolveu perguntar: “Você nunca foi ao Entremundos, não é?”. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 267)

3.2 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi/sentiendi
De forma análoga ao que acontece com o diálogo iniciado pelo travessão, o diálogo seguido de trecho narrativo com verbo dicendi ou sentiendi não deve ser pontuado com ponto final e o trecho narrativo subsequente deve sempre começar com uma vírgula do lado de fora do primeiro par de aspas seguida de letra minúscula, mesmo quando o diálogo termina com ponto de exclamação, ponto de interrogação ou reticências.

EXEMPLO DE DIÁLOGO SEM PONTUAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI OU SENTIENDI “Continue”, disse Jaques. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 96)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE EXCLAMAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI OU SENTIENDI “Mas é o mesmo cheiro de Fabrício!”, ela gritou. “O cheiro que tinha na semana antes de morrer.” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 94)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE INTERROGAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI OU SENTIENDI “E quem lança isso hoje em dia?”, perguntou Jaques. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 92)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM RETICÊNCIAS SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO DICENDI OU SENTIENDI “É...”, foi o que ele conseguiu dizer, seu coração a mil por hora. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 154)

3.3 Como pontuar diálogo seguido de trecho narrativo comum
Ainda de forma análoga ao que acontece com o diálogo iniciado pelo travessão, o diálogo seguido de trecho narrativo comum deve ser pontuado (com ponto final, interrogação, exclamação ou reticências) e o trecho narrativo deve ser, necessariamente, iniciado com caixa alta. Nesse caso, não há vírgula entre o diálogo e o trecho narrativo.

EXEMPLO DE DIÁLOGO SEM PONTUAÇÃO ESPECIAL SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM “Vamos lá, cãozinho, seja obediente.” Ouviu o atacante gritar, mantendo-se firme na dissipação de energia. Quando a poeira dourada se desfez junto com o pesadelo, ele finalmente pôde ver o rosto de seu salvador. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 165)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE EXCLAMAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM Tiago cortou a fila por fora, guiado por pontos cintilantes. Sentiu alguém puxá-lo para trás e deu de cara com uma medusa: “Pro final!”, ela gritou. “Fura fila!” Por um momento, não conseguiu desviar os olhos das serpentes que saíam de sua cabeça. Então, ouviu a voz de Jaques. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 324)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM PONTO DE INTERROGAÇÃO SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COMUM “Por que me segue, humano?” A voz desafinada do fila ecoou direto na mente do exorcista. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 164)

EXEMPLO DE DIÁLOGO TERMINADO EM RETICÊNCIAS SEGUIDO DE TRECHO NARRATIVO COM VERBO COMUM “Foi por aqui que...” Ela se virou de costas e sua imagem desapareceu. Sabia o que estava prestes a acontecer. Conhecia a teoria aprendida nos livros. Ainda assim, não conseguia controlar a ansiedade. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 59)

3.4 Como pontuar diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi/sentiendi
No caso de diálogo precedido por trecho narrativo terminado em verbo dicendi ou sentiendi, este trecho deve ser terminado com dois pontos. Se o trecho terminado em verbo dicendi ou sentiendi for um parágrafo não iniciado em diálogo, depois dos dois pontos pode ou não haver uma quebra de parágrafo para introdução do diálogo. Caso o trecho seja uma interpolação do narrador, não há quebra de parágrafo.

EXEMPLO DE DIÁLOGO PRECEDIDO POR TRECHO NARRATIVO TERMINADO EM VERBO DICENDI OU SENTIENDI Vendo que ele não se manifestaria, ela prosseguiu: “Acha que morreram aqui dentro?” (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 74)

EXEMPLO DE DIÁLOGO PRECEDIDO POR TRECHO NARRATIVO TERMINADO EM VERBO DICENDI OU SENTIENDI NA INTERPOLAÇÃO DO NARRADOR “Ei, quer dar uma saída amanhã à noite?” Em resposta à cara de paisagem que recebeu em troca, completou: “Pensa no assunto.” E se enfiou no meio dos fãs. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 119)

3.5 Como pontuar uma fala dividida em múltiplos parágrafos
Caso seja necessário dividir uma mesma fala em vários parágrafos, possibilidade introduzida no item 1.3, todos os parágrafos (inclusive o primeiro) devem começar com abertura de aspas, que só se fecham ao final do último parágrafo da fala.

3.6 Pensamentos
Em geral, pensamentos devem ser demarcados com aspas ou sem sinal tipográfico algum. No primeiro caso, a pontuação deve seguir as regras de pontuação para diálogos marcados com aspas.

EXEMPLO DE PENSAMENTO MARCADO COM ASPAS (EM UMA OBRA COM USO DE TRAVESSÃO NOS DIÁLOGOS) “Ora”, pensou Frost enquanto ela se sentava, “ela está faminta!” Ele relanceou o olhar para Nilssen, tencionando encontrar os olhos do outro homem, mas Nilssen estava franzindo o cenho a Anna, com uma expressão de solene perplexidade no rosto. Tarde demais, Frost lembrou-se de sua incumbência e voltou-se para a viúva — que, no breve momento em que a cabeça de todos estava voltada para a porta, fizera alguma coisa. Sim: ela fizera alguma coisa, certamente, pois ela alisava o vestido de uma maneira tensa e satisfeita, e sua expressão subitamente se tornara vivaz. O que ela havia feito? O que ela havia adulterado? Sob a tênue luz, ele não conseguiria dizer. Frost maldiçoou-se por haver olhado para o outro lado. Este era justamente o tipo de subterfúgio que Pritchard havia previsto. Ele jurou não desviar o olhar uma segunda vez. (Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues, página 119)

3.7 Diferença entre a pontuação de diálogos no inglês e no português brasileiro
Embora a demarcação dos diálogos com aspas seja uma tendência contemporânea, de matriz-anglo-saxã, há diferenças entre a padronização de pontuação de diálogos no inglês e no português brasileiro. Assim sendo, os padrões usados em livros publicados em inglês (ou qualquer outro idioma) não devem ser utilizados como exemplo para pontuação de diálogos escritos em português.

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4) AGRADECIMENTOS E REFERÊNCIAS
Quando comentei nas redes sociais que gostaria de compilar as regras de pontuação de diálogos, fui contatada por muitos amigos e profissionais do mercado literário dispostos a ajudar. Agradeço à Isa Próspero, à Taissa Reis, ao Michel Costa e ao Hugo Maciel de Carvalho pelo compartilhamento de suas experiências e materiais de referência. Agradeço ainda à Regiane Winarski e à Luísa Dentello por oferecerem ajuda, ao Eric Novello por facilitar minha busca por exemplos no livro dele e ao Bruno Matangrano por ser o santo e paciente leitor beta desse texto. Por último, agradeço ao Lee por ter me ajudado na formatação desse post. Qualquer bobagem escrita aqui é culpa minha, e não de nenhum deles. Deixo aqui o link de todos, caso estejam procurando serviços editoriais oferecidos por pessoas muito competentes.

Se você achar algum erro nesse material ou se quiser conversar sobre o assunto, pode deixar um comentário aqui no post ou entrar em contato comigo pelo Twitter ou pelo meu email, janayna.pin@gmail.com. Se você chegou no site por causa desse artigo e ainda não conhece o Curta Ficção, dê uma chance pra esse podcast de literatura que cabe no seu tempo. Quinzenalmente, publicamos episódios de 30 a 50 minutos sobre escrita, literatura e mercado editorial. 🙂

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Curta Ficção #038 – Agenciamento Literário



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Neste episódio, Thiago Lee Jana Bianchi convidam Gui Liaga e Taissa Reis da Agência Página 7 para falar sobre agenciamento literário. Quais são os direitos e deveres da agência e do agenciado? Como saber se a proposta de agenciamento é uma boa ou é furada? Esse o primeiro episódio da participação do Curta Ficção no #OPodcastÉDelas2018.

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