Pavio Curto #001 – Escritores que não leem



Pavio Curto #001 – Escritores que não leem

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Bem-vinda ou bem-vindo ao Pavio Curto, o podcast spin-off do Curta Ficção sobre mercado literário e suas tretas. Nesse episódio piloto, Gui Liaga, Taissa Reis, Jana Bianchi e Thiago Lee discutem o curioso fenômeno dos escritores que não leem. Onde moram essas criaturas que querem vender seus livros, mas “não têm tempo” pra ler as obras dos amigos? Do que se alimentam os escritores que não têm paciência de ler editais ou guidelines de submissão e se acham acima de todas as regras?

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21 thoughts on “Pavio Curto #001 – Escritores que não leem

  1. Aproveitando o tom mais descontraído do Pavio Curto para parafrasear as sábias palavras do famigerado Sgt. de artilharia Hartman em “Nascido pra Matar” (Full Metal Jacket) do Stanley Kubrick, resumo o tipinho que tem bastante por aí em redes sociais, desde o Wattpad aos grupos do Facebook, de “escritores que querem ser lidos mas não tem a mínima disposição de ler o textos dos outros”.

    “Aposto que você é o tipo de pessoa que come a bunda de alguém e nem tem a decência de oferecer a própria!”

    Quando eu recebo mensagens no privado ou mesmo em comunidades na qual eu participo como moderador, com links e mensagens do nível de “só vem, galera” eu penso logo: “o ser humaninho não se deu ao trabalho de escrever o minimo de palavras para descrever do que trata a própria história, eu vou me dar ao trabalho de ler a história inteira?”

    Apenas. NÃO. #pistolaspistolarão

    1. Fala, Mike!

      Meu, eu sempre penso nisso… Odeio quando compartilham coisa sem falar nada, é muita preguiça e muito spam… Spam de divulgação, aliás, dá um tópico à parte! hahaha…

      Valeu pelo comentário!

      Abração!
      Jana

  2. Episódio maravilhoso! Me fazendo passar vergonha rindo no ônibus, hahaha

    Eu realmente não entendo escritor que não lê. Gente, não faz o menor sentido!!! Não aguento essas pessoas que se acham especiais e acima dos outros, sabe? Menos, meu anjo, hahaha.

    Agora tem um outro tipo de figura que também me irrita: o escritor que só lê clássicos e ignora os amiguinhos contemporâneos. Aí pensem nisso: o cara ESCREVE, quer que os outros LEIAM, mas ignora os que estão produzindo ao mesmo tempo que ele. Quem ele espera que vai ler os textos? Os mortos? hahhaha (fica aí a dica de um tema pra vocês falarem).

    E já falei no Twitter, mas vou deixar aqui registrada a dica: aqui em Salvador, de 8 a 12/08, terá a Flipelô (Festa Literária do Pelourinho). Estarei lá pelo menos no fim de semana. Quem for, entra em contato comigo pra gente se abraçar lá! 😀

    1. Oiê Caroool!

      Nossa, sim, ÓTIMO ponto! Também acho que seu comentário dá um outro Pavio Curto hahaha bom da treta é que ela se desdobra e vai gerando várias outras tretas, socorro! 😛

      E obrigada pela dica da Flipelô! Vamos mencioná-la na próximo episódio que vai ao ar agora dia 2 de julho! <3

      Abração!
      Jana

  3. Comecei a ouvir o podcast pelos últimos programas, mas acho que é a primeira vez que comento no site 🙂

    O tema de estreia deste spin off é muito legal, já cheguei a conversar com outro escritor sobre este fenômeno. Talvez não seja exclusivo do tempo atual nem do Brasil, pois Stephen King já deu um puxão de orelha no livro Sobre a Escrita publicado em 1999 com a frase “Se você não tem tempo para ler, você não tem tempo (ou as ferramentas) para escrever. Simples assim.”

    Complementando o que foi discutido no programa, acredito que essas pessoas baseiam-se apenas em casos excepcionais e o tornam como argumento para sustentar seu posicionamento. Veem algum escritor do Wattpad receber o reconhecimento imediato e acham que possam ser como ele, mas sequer sabem o esforço daquela pessoa por trás da plataforma. Também posso apostar que o problema está em alguns desserviços que floodam nas redes sociais de supostos empreendedores que ilude pessoas tentando vender a possibilidade de realizar seu sonho ao Bel-prazer.

    Sobre não ler sequer o edital de uma submissão, acredito ser um problema cultural. Já fui fiscal da Vigilância Sanitária por dois anos e cansei de discutir com proprietários de restaurantes sobre normas que eles já deveriam conhecer antes de abrir o negócio. Também temos motoristas que não respeitam a lei de trânsito. Esses escritores que não respeitam as regras a ponto de sequer conhecê-las são só mais um exemplo.

    Seguirei vocês mais de perto e acompanharei os próximos episódios \o/

    1. Fala, Diego!

      Verdade, o King fala sobre isso mesmo e é mais um comentário certeiro dele, né? Esse lance que você comentou sobre achar que tudo é fácil é muito verdade também, uma coisa cultural que é ainda mais evidente aqui no Brasil. E nossa, também tive muito problema com gente que não lê (nem EMAIL hahaha) quanto trabalhava como engenheira!

      Obrigada pelo comentário e bem-vindo ao Curta Ficção e ao Pavio Curto! 🙂
      Jana

  4. Gente, adorei a ideia de pistolagens haha

    Cada vez que vejo essa de história inovadora ou autointitulada “o novo hp, o novo king, o novo sei lá o quê” já fico com o pé atrás. Gosto de quem é honesto sobre o que escreve, sem ficar ludibriando sem necessidade – ganha mais ponto com o leitor, né?
    É incrível como tem autores que dispensam a bagagem e já querem se lançar porque acham que escrever é só preencher palavras no word – e publicar rascunhos! E mesmo com bagagem, né, não basta só isso. É um investimento completo na escrita que se deixa pra trás. Fico de cara como alguns só querem aparecer e ignoram todo o resto que acompanha o livro. Por exemplo, autores que só aparecem em eventos em que eles são os convidados e só falam sobre si. Querem ser conhecidos, mas não se preocupam de ser audiência de outros autores e livros, ou mesmo trocar umas ideias. Um projeto de troca de experiências sobre escrita na minha cidade meio que morreu por isso (teve outros atenuantes, mas público foi algo que prejudicou bastante).
    O que tbm tem de gente que cai de paraquedas em perfis literários sem conhecer o canal ou a vibe de atuação, é incrível. Diria o meme, tem que ter coragem, pq noção não teve. Já fui resenhista em blog literário e hj faço parte da equipe de um clube de leitura. Tem cada coisa que me aparece, que não sei dizer, se rio ou se choro, ou os dois. Aliás, quem nunca recebeu uma pergunta sobre algo que vc determinou na legenda ou na imagem, me add. Gerencio as redes do clube e isso acontece DEMAIS, então solidarizo haha

    Minha pistolagem é: não dá pra aceitar autores egocêntricos, que só pensam em autopromoção, te empurrar livros sem nem considerar se você é ou não o público e que estão ”cagando” pra outros livros. Não dá mesmo.

    1. Fala, Kleris!

      Obrigada pelo comentário, adorei que você pistolou com várias coisas muito pistoláveis tudo de uma vez hahahahaha… concordo com todas! E o tema que você sugeriu é ótimo, até porque tem MUITA GENTE assim por aí, o que é chato (e triste) demais…

      Muito obrigada pelo comentário! 🙂

      Abração!
      Jana

    1. Eeeeeeee, brigada, Fogs! Aqui tá bombando de spin off né hahaha… <3
      Beijãooo!
      Jana

  5. Maravilhoso esse episódio. Por mais palavrões e momentos pistola. o/

    Queria ter (ou não) a autoestima de quem faz um teste seletivo sem ler nem o edital (facepalm).

    1. Valeuu, Auryo, que bom que curtiu! 🙂
      Pode deixar que vamos pistolar semana sim, semana não hahaha… E olha, nem sei se é auto-estima isso, viu… Tá mais pra falta de bom senso mesmo uahuahuahah…
      Beijão!
      Jana

  6. Essa é a primeira vez que eu comento, pois acabei de notar essa possibilidade agora, o que veio muito ao momento certo em que eu acabei de ver e ficar muito irritado com um vídeo extremamente pessimista sobre a profissão. O rapaz respondia a questão “é possível viver apenar como escritor no Brasil” de uma maneira completamente pessimista e negativada, onde ele parte pelo pressuposto de você assumir que será um autor mediano antes de começar a escrever, que qualquer um que tem sucesso o obteve através da “sorte” e do “dom natural” que possuem.
    Eu já tinha visto vários vídeos assim sem ficar irritado, mas isso foi antes de conhecer o trabalho de vocês aqui do curta ficção. Os conheci em torno de uns dois meses e estava passando por um bloqueio pelo últimos anos após me frustrar com um trabalho após ter escrito já mais de cento e vinte páginas. Havia praticamente abandonado a minha vontade pela profissão e estava aceitando um futuro diferente, mas ai me surgiram você e junto a todos os seus podcasts veio a luz. Entendi que apenas não havia encontrado o meu estilo de escrita e por isso não iria importar o quanto eu tentasse, jamais iria sair do lugar. Depois disso passei a fazer alguns testes, até que pensei numa história que vale a pena ser contada e em 9 dias fui capaz de produzir um esqueleto de uma primeira versão do livro, a qual estarei reescrevendo pelos próximos meses.
    Enrolei nesse textão inicial para explicar o motivo dos meus sinceros agradecimentos a vocês e como a maneira que vocês trabalham cativam os novos autores, ao contrário do cidadão que apenas assustou 40 mil possíveis novos escritores que já entram na profissão com a certeza de que irão fracassar. Acredito que a presença de vocês é de grande influencia no cenário brasileiro e irei carregar eternamente a gratidão por terem contribuído com novas informações que me cativaram novamente a esta profissão que amo e nasci pra fazer (digo isso, pois mesmo agora estando no período de gaveta de duas semanas, não consigo passar um dia se quer sem que esteja desenvolvendo algum detalhe da trama – muitos deles que apenas aparecerão em poucas linhas).
    Obrigado. 😀

    Quando ao tema do podcast, novamente trás algo muito relevante e apontam algo que eu sempre considerei importante para a vida que é a “pluralidade de estudos”, onde deve-se procurar nutrir o seu ser intelectual com um conjunto de informações que são de diversas áreas, seja filosofia, ciência, politica etc, para que a partir delas você crie pensamentos completamente diferentes e saiba trabalhar com situações diversas. Gosto de dar o exemplo do artista contemporâneo, que faz quadros abstratos baseados nos seus sentimentos externalizados naquela tela, mas que se for pedido, o mesmo é capaz de esboçar e criar com técnicas que lhe permita replicar obras como por exemplo a Monalisa. Ou seja, por mais que a técnica não esteja ligada diretamente com o seu estilo de criação, ele a conhece e usa seus elementos para constituir o seu próprio estilo.
    Essa ideia de que “escritores que não leem” me trás os mesmos sentimentos em relação as pessoas que acreditam que um bom escritor é feito do seu “dom natural”. Meu primeiro encontro com a escrita foi no momento em que ao ver uma Creepypasta no youtube eu senti uma bela história que foi maltratada pelo cidadão que a escreveu de uma maneira tão superficial. Naturalmente eu fui até o word e comecei a produzir a minha versão daquele mesmo texto. Quando o terminei imprimi e o carreguei comigo até a aula na manhã seguinte, no momento da prova de matemática coloquei o texto debaixo da mesa e quando meu professor me entregou a prova brincou dizendo “isso é uma cola?”. Ele me pediu para ler o texto e quando eu fui entregar a prova pronta ele me perguntou se eu conhecia Stephen King, Lovecraft e Poe. Eu, naquela época não fazia a menor ideia de quem eles eram e meu professor me respondeu dizendo que eu deveria procurar saber, porque meu texto, escolha de detalhes, estilos de personagens lembravam muito esses autores.
    Esse seria o “dom” para a escrita que havia sido notado em mim, mas pelos oito anos seguintes eu passei a estudar esses e outros muitos autores, a buscar novas fontes, a procurar livros técnicos, estudar filosofia e outros temas. Seis anos depois que eu escrevi aquele texto, eu o encontrei em meio aos papeis e sentei para apreciar aquele pedaço do meu passado. Admito que quase vomitei, me distanciei completamente daquela história e fiquei mais impressionado ainda com o meu professor, por ele ter sido capaz de enxergar alguma coisa naquilo. Obviamente eu havia melhorado após muito estudar e tinha aperfeiçoado aquele “dom”.
    Fiquei realmente chocado ao saber que há “escritores” que afirmam com orgulho que ler outros textos é uma perda de tempo. Para esses apenas irá restar a mediocridade na profissão que o rapaz que mencionei no começo tanto reforçou em seu vídeo.

    Bom, como sempre me empolguei escrevendo e acabei estendendo o comentário, desculpa por isso.
    Novamente parabéns pelo trabalho e que vocês ganhem cada vez mais espaço.
    Obrigado.

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