Curta Ficção #045 – Da Ideia ao Manuscrito



Curta Ficção #045 – Da Ideia ao Manuscrito

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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee falam sobre seus processos criativos e suas experiências transformando ideias em manuscritos.

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22 thoughts on “Curta Ficção #045 – Da Ideia ao Manuscrito

  1. Fala galera do Curta Ficção!

    Adorei o programa e a retomada dos episódios voltados para a escrita prática (não que não goste dos com convidados, MUITO pelo contrário). Sobre o tema do episódio, me identifiquei muito, por que de fato uma ideia muda muito quando vira um manuscrito, principalmente se você reescreve bastante e depois de sair da mesa do editor. Fiquei surpreso quando a Jana disse que “Lobos de Rua” não foi a primeira história que ela começou a escrever de seu universo, o que mais uma vez nos prova que a “ideia”, diferente do que o grande público pensa, não vale tanto se comparado a trama. A ideia é o bacon, mas trama é o hambúrguer. Senti isso na pele quando resolvi escrever uma fantasia urbana/medieval, onde criei todo um Silmarillion antes (sim, o clichê do nerd escritor) e a história até hoje permanece engavetada e inacabada. Porém, como na época o universo era um “amalgama” de ideias, quando desisti de escreve-la, eu peguei uma das várias ideias e a partir dessa única “fagulha” da “fogueira” eu produzi um “incêndio”,pois consegui produzir um roteiro para uma história fechada de doze HQs, hoje meu xodó só a espera de um ilustrador.
    Ideias e tramas sempre vão coexistir em conflito durante a construção do manuscrito (cortar ideias para fazer a trama fluir ou mudar a trama para incluir outras ideias) e quando se olha o final, você fica boquiaberto com o quanto ele mudou, principalmente se você segue os concelhos dos mestre como “cortar queridinhos”, “show, don’t tell” e “busque soluções novas para problemas clássicos”.
    Vale ressaltar também, sobre as ideias, que o que você mais percebe ao longo do processo de escrita, é de fato o que vocês disseram, apesar de começar com uma ideia, uma obra (conto, romance, roteiro) é um conjunto de ideias que precisam de uma trama forte, e quando esses dois conjuntos de elementos não conversam entre si (como o caso do Theo), é meio mágico, por que você “sente” na “alma” do texto que algo está errado, mesmo você não sabendo o que.
    Um abração galera !

    1. Fala, Ton!

      Acredita que o algoritmo bizarro aqui do site tinha jogado seu comentário pra spam? 🙁

      Vou usar essa frase pro resto da vida: “A ideia é o bacon, mas trama é o hambúrguer”. Posso emoldurar? 😀

  2. Gente, vou até ouvir de novo, pois tenho certeza de que me perdi em alguns pontos, mas gostaria de colocar alguns pontos:
    1. estou trabalhando na mesma história desde o início dos anos 2000, quando eu tinha mais tempo e menos distrações e um coração pra conquistar (os livros até que deram certo, o coração da menina não rs);
    2. eu sou desses que escreve e reescreve e edita constantemente e nem sempre termina a história em si;
    3. na maioria das vezes quero usar todos os elementos de fantasia e ficção científica que gosto e acabo fazendo uma salada tão absurda que não chego ao fim da história;
    4. devo estar no 4o ou 5o remake, mas menos inspirado, menos propenso a absurdos e com certeza com menos dedicação… quando não sei que história quero contar, me concentro em fazer uma bíblia do meu universo pra justificar minhas ideias e ter um background no qual me apoiar pra desenvolver a história… nem sempre isso é o melhor e por isso tô empacado há quase 18 anos;
    5. não quero desistir da minha história e meus personagens, acredito no potencial e que pode render uma boa história, mas preciso sentar na cadeira e escrever até acabar. É mais difícil do que parece. Alguem me ajuda? Rs

    1. Fala, Israel, tudo bom?

      Ahhhh, que legal ler sobre o seu processo! Os pontos 4 e 5 são mais comuns do que você imagina, sabia? Eu não entrei muito a fundo nas modificações que fiz no primeiro rascunho, o que tinha o Téo como protagonista, mas me identifico DEMAIS nos seus pontos 2 e 3… (Aliás, morri de rir com o coração que não foi conquistado hahaha pelo menos a carreira na escrita você manteve! :P)

      E sobre a ajuda com cinco: meu, não tem o que fazer hahaha é sentar e escrever! Mas assim, uma coisa que funcionou comigo foi esse diagnóstico sincero e verdadeiro da minha própria história. Não desista da ideia não, mas tente analisar se tem algo ali que te incomoda tanto a ponto de te bloquear, sabe? Comigo foi isso! De resto, tentar escrever pelo menos um pouquinho todo dia é pra funcionar. Uma época eu tentava garantir uma hora de escrita por dia. Às vezes saiam só 300 palavras ou nem isso, mas ia andando aos poucos! Ajuda demais!

      Vamos ver se um dia a gente faz um episódio sobre hábitos e procrastinação! Ia ser interessante, acho hehehehe…

      Beijão, boa sorte com o manuscrito e obrigada por comentar! 🙂
      Jana

    2. Israel, o desenvolvimento da “bíblia do mundo” não é ruim… Pessoalmente, acho que é muito pelo contrário, porque isso vai te dar propriedade na hora de mostrar os personagens e eventos na história. Inclusive serve como catarse para que o escritor possa extravasar a empolgação criativa em algum lugar e não caia na armadilha comum de afogar o leitor com informações sobre seu mundo.

      Na minha opinião (enquanto leigo curioso) você deveria tirar alguns instantes para definir o que você quer contar em sua história e ir peneirando o que fica e o que não fica quando surgirem novas ideias. De repente muita coisa pode ser anotada para ser contada numa outra história?

    3. Israel, você já tentou passar algumas ideias para este lado da realidade na forma de contos? Talvez ajude com esse sentimento de “não terminar nada”. E sobre o ponto 5… essa é nossa luta diária, sentar para escrever é complicado mesmo, consegui um resultado legal com a técnica pomodoro (dividir suas tarefas em blocos de 25min para focar em uma só atividade).

      Esse ponto 3 é fantástico, cara, porque quantos mais “ingredientes” mais única será a obra final, apenas tem que tomar cuidado para não pesar a mão ^^

      1. Olha, concordo com o Auryo sobre essa questão de transformar partes de ideias em contos. Inclusive ajuda seu cérebro a processar melhor essas ideias.

  3. Por favor curta ficção, ainda que goste MUITO dos episódios com convidados, continuem a produzir mais conteúdo de “escrita prática” !

    1. Opaaaaa, valeu pelo feedback, Ton!

      A gente curte muito esse formato também, vamos tentar mesclar bem os dois formatos! <3

      Brigadãooo!
      Jana

    1. Fala, Mike!

      Espero que aguente nossa voz e escute mesmo de novo hahahaha obrigada pelo comentário e pelo carinho! <3

      Jana

  4. Olá, pessoal!

    Gostei muito do programa.

    Como eu sempre digo: encontre o seu mantra. O método de vocês é o que deu certo para vocês. Talvez dê certo para mais gente? Talvez. Para todo mundo? Impossível.

    O meu método é:
    1 – IDEIA: ficar cercado de referências até ter uma ideia;
    2 – PLANEJAMENTO: escolher nomes, local, época, público alvo e planejar as cenas, além de pesquisar o que eu precisar;
    3 – ESCRITA 1: fazer a primeira versão do texto;
    4 – PAUSA: terminei? Descansei;
    5 – REVISÃO 1: reescrevo algumas coisas;
    6 – ENVIO AOS BETAS: envio o texto aos meu maravilhoso time de leitores beta;
    7 – PROJETOS PARALELOS / PAUSA: enquanto eles corrigem, faço outras coisas ou descanso;
    8 – REVISÃO 2: reviso de acordo com os apontamentos deles;
    9 – ARQUIVADO: o texto está concluído e “publicável”, podendo ainda ser passado por uma revisão gramatical.

    Espero que tenham gostado!

    1. Fala, Davi, tudo bom?

      Cooooooooom certeza! Essa auto-análise de parar e pensar num método, inclusive, é muito importante. Curti bastante as suas fases, é um tipo de processo que funcionaria comigo também!

      Obrigada pelo comentário!

      Abração!
      Jana

  5. Sou só eu ou essa foi a primeira vez que o Lee falou sobre do que se trata do livro dele? Quanto mistério. Esse negócio de sentimentos retraídos (ou ruins) gerarem seres lembrou-me dos Yokais japoneses (desculpa a redundância). E… Haruki Murakami e Noir? “Shut up and take my money”.

    Nossa, Jana, estou passando por algo parecido em um conto… tenho um universo, personagens, vontade de escrever, tom, uma “mensagem”, algumas cenas montadas, mas não tenho um conflito. Acho que vou acrescentar algum personagem para sacudir a história ou mudar os traços de algum.

    Parabéns pelo episódio \o/

    1. Oi, Auryo!

      Hahaha não tem mistério, não! É que eu tava tão envolvido com a escrita (e reescrita, principalmente) que eu acabava não mencionando coisas que pudessem sair na versão final, mas em breve já terei uma sinopse certinha pra divulgar, além da data de lançamento \o/

      Falando em yokais, eu gosto muito da maneira oriental de ‘fazer fantasia’. Espero não estar aumentando a expectativa para o meu livro haha mas se posso dizer uma coisa é que o preparador tá trabalhando nele atualmente e todo dia vem me comentar algo que leu e gostou 🙂

      Quanto ao conflito, acho válido você colocar algo pra sacudir a história, sim. O leitor tem que ter sempre aquela sensação de que algo pode acontecer a qualquer momento, e que ele precisa se mexer, fazer alguma cosa pra evitar o pior. Melhor ainda se for algo que mexe com ele num nível pessoal e emocional.

  6. Adorei o episódio! Eu adoro conversar e conhecer o processo de criação das pessoas, pois sempre tiro boas experiências que poderiam funcionar para mim. Já conversei muito com a Jana sobre isso e já percebemos que temos processos bem parecidos.

    Da ideia inicial pro meu livro até o primeiro manuscrito (que fiz no NaNoWriMo do ano passado), se passaram 4 anos. E hoje, vendo o primeiro esboço de primeiro capítulo que fiz lá em 2013, percebo como era horrível hahaha. Dali, ficou a ideia inicial e os co-protagonistas, mas os conflitos e o desenrolar da trama em si foram outros. E ainda bem que esperei esse tempo, pois quando sentei para realmente escrever, em 2017, senti que aquele era o momento. Por mais que já tenha mexido muito no texto desde então (e ainda continuo mexendo), consegui fazer algo minimamente coerente que acho que não seria possível em 2013. Até porque, desde lá, li muita coisa diferente e tive contato com outras pessoas e experiências, o que me ajudou muito no processo.

    Agora estou na fase dos ajustes finais depois de eu mesma fazer uma primeira revisão, passar pelos betas e por uma análise profissional. O negócio é fazer esses ajustes finos e vencer a síndrome do impostor pra colocar a histporia no mundo, hahaha.

    1. Falaaa, Carol!

      Meu, eu também amo demais saber de processos alheios, como você bem sabe… Hehehe… E acho que essa sensação de saber que o seu texto agora tá muito melhor do que outra versão é bom DEMAIS! É muito legal enxergar a evolução também…

      Obrigada pelo comentário, Carol! <3
      Jana

  7. Com algum atraso, queria comentar no post de um dos melhores episódios do Curta Ficção. O surgimento da ideia e como o autor a transforma numa história é um assunto que me fascina desde sempre. Confesso que me causou arrepios quando a Jana disse que é “jardineira”… Hahaha É algo que o Eric Novello já havia feito há algum tempo e provocado reação semelhante.
    Pessoalmente, gosto de estruturar bastante a história antes de começar a escrever. Ter um final então é obrigatório! Também gosto de ter um outline bem robusto pra ter segurança quando começar. Aquela analogia do iceberg funciona perfeitamente pra mim.
    Mas, claro, cada um sabe a melhor maneira de iniciar o texto. E legal demais haver aqui um espaço para debatermos isso. Como disse o pessoal acima, quanto mais episódios como este, melhor. 🙂

    1. Fala, Michel!

      Poxa, que bom que curtiu esse episódio! Foi meio despretensioso e já teve mais gente dizendo que foi o preferido, muito interessante isso! E eu acho que falei que sou só meia jardineira, porque também planejo muito antes e só começo como fim em mente hahaha mas assim, muda muito no caminho, e eu aceito as mudanças e depois volto pra arrumar, sabe?

      E poxa, legal mesmo ouvir a sua experiência e dos outros ouvintes! Tanto curtimos o formato que já fizemos um desse com uma outra autora, a Fernanda Nia! Logo faremos outros também!

      Beijão e obrigada pelo comentário!
      Jana

  8. Adorei o episódio: sofrimentos compartilhados, conhecer o jeito que cada um monta seu mundo é sempre muito útil e interessante!
    E eu nem reparei nenhum problema no áudio no final, nem com vocês avisando, então, poxa vida, nem grilem!

    Abração!!

    1. Fala, Má, tudo bom?

      Meu, eu amo muito saber como as pessoas escrevem (me conte, me conte!!! hahaha)… E a gente tá meio que aprendendo alguns tchans com o áudio, que bom que não ficou insuportável! Espero que não se repita! <3

      Beijão e obrigada por comentar!
      Jana

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