16 thoughts on “Curta Ficção #044 – Introdução ao Diálogo

  1. Eu sou um verdadeiro amante do bom diálogo, por isso gostei bastante desse episódio. Mas já estava achando que vocês não iam fazer um episódio sobre diálogos sem mencionar o Tarantino. Ainda bem que vocês não me decepcionaram kkkk Aliás, Tarantino é tão mestre nisso que ele subverte alguns pontos mencionados no episódio e mesmo assim seus diálogos ficam maravilhosos. Por exemplo, a clássica cena de abertura em Cães de Aluguel. A conversação ali é caótica: personagem cortando fala de outro personagem, gente perdendo o fio da meada, pelo menos duas conversas paralelas acontecendo ao mesmo tempo. Sem mencionar o fato de que as coisas ali ditas não terem relação nenhuma com a trama. E eu acho que isso dá naturalidade à cena.
    Dicas para próximos episódios:
    como trabalhar um tema dentro da narrativa; um pouco relacionado a isto: como ser sutil em seu texto (talvez isso seja muito específico kkkkk)
    vocês já fizeram episódio sobre tropos na fantasia e um sobre distopia, seria interessante analisar outros gêneros, tipo terror ou ficção científica.
    podia ter um episódio dedicado a roteiro de cinema (agora eu tô viajando kkkk)
    por mais episódios analisando filmes e\ou séries e\ou livros! hehehe

    1. Terror. Alguém disse episódio sobre tropos de terror? Apoio. Também seria legal uma visão disso na prática com o formato de episódio analisando obras específicas (filmes/séries/livros/etc), aí seriam dois coelhos com uma cajadada só. ^^

      Os filmes do Tarantino são aulas e mais aulas de diálogo. Mesmo às vezes as conversas aparentarem não avançar a trama são perfeitas para nos aproximar dos personagens ou nos fazer baixar a guarda para então jogar uma cena de violência.

    2. Sempre que esbarro com o assunto, recebo um puxão de orelha imaginário ao lembrar que PRECISO ler Rubem Fonseca, me dizem que o cara é um escritor incrível de diálogos.

  2. Falaaa, Mestre!

    Hahaha a gente não decepcionaaa! 😛

    E meu, adoramos todas as dicas! Essa de analisar tropos de outros gêneros tá sendo bem pedida, viu? Acho que vale uma série… E não tá viajando com roteiro de cinema não! Eu adoraria fazer! E a gente já tá com uns engatilhados de análises aqui (particularmente é meu tipo preferido de episódio * _ *)

    Beijãooo e obrigada por comentar! 🙂
    Jana

  3. Percebi que a dica de observar humanos em seu habitat natural, prestar atenção em conversas, o jeito de falar das pessoas é muito útil na construção de diálogos, um dos que mais gostei de ter escrito foi usando isso e o que você falaram sobre caracterizar o personagem pela fala com um pouco de regionalismo e um jeitão extrovertido. Muito feliz por estar aprendendo a fazer diálogos (ou não hahaha).

    Sobre qual formato é melhor de podcast: “não sou capaz de opinar”. Ambos são ótimos.


    “E não é só isso, o patrão está maluco! É três por um (joga o produto na câmera). Isso mesmo que você ouviu!” Desculpa, não me aguentei com esse final.

    1. Fala, Auryooo!

      Diria que observar humanos não só é um bom jeito como é um jeito ESSENCIAL de construir bons personagens (e consequentemente, diálogos). E obrigada também por opinar sobre o formato… Acho que estamos nessa de manter o mix mesmo! (E adorei esse “slogan” seu hahahaha :P)

      Obrigada pelo comentário!

      Um beijão!
      Jana

  4. Meu desafio mais recente em diálogos foi durante minha tentativa para submeter uma flash fiction para a Mafagafo*: era uma história que precisava de certo regionalismo para contá-la e é onde eu presto um cuidado extra para não cometer dois erros que me aborrecem enquanto leitor:
    a) Passar do ponto e correr o risco das falas transformarem o conto em algo caricato, cheio de fazendo com que a história perca o tom que propõe oferecer.
    b) Cair num regionalismo que eu acho especialmente pedante, que força a barra pra levantar um tipo de bandeira que pode afetar perigosamente a qualidade da história porque acaba se tornando algo artificial.

    Sobre o feedback que o Thiago pediu:
    1) Meu formato preferido do programa é o com dica de escrita, mas as entrevistas são pontuais para tirar a monotonia, além de mostrarem muitos aspectos práticos da atividade escrita, então são ótimas também.
    2) Sobre os artigos, além dos mini-manuais, poderiam também haver pdfs com “tips” e infográficos além de outras ferramentas que podem ser úteis no dia a dia de quem escreve, como o “Calendário do Escritor” que baixo anualmente no site Ficção em Tópicos, e (se me permitirem o jabá) o gráfico mostrando a estrutura da narrativa em três atos, que fiz para uso pessoal mas disponibilizei no meu blog neste link https://oscontosdeoculos.blogspot.com/2017/06/sobre-escrita-estrutura-narrativa-em.html

    No mais, já estou na expectativa para ouvir o “Pavio Curto”, o assunto me interessou muito, gosto bastante de estudar sobre os aspectos editoriais da atividade escrita.

    * Infelizmente dei uma travada nos 45 do 2o tempo e não consegui terminar o último parágrafo, mas não perderei a próxima oportunidade! Mas pelo menos a pressão me rendeu uma história quase pronta que pretendo publicar em breve no Wattpad. 😀

    1. Fala, Mike!

      Achei que tinha te respondido, mas acho que não respondi! Hahaha… Seus medos são muito bem fundamentados, é realmente uma coisa perigosa e complexa de construir diálogos! E sobre o formato: obrigada pelas dicas! Adorei a sobre artigos… Já vou olhar o seu infográfico! 😛

      E espero que tenha ouvido e curtido o Pavio!

      Ah, e espero essa publicação no Wattpad e também uma submissão na próxima edição da Mafagafo hehehe

      Beijão!
      Jana

      1. Na verdade, respondeu sim… Eu tinha postado essa mesma mensagem sem querer no episódio 1.1 do Entre Ficções. 😛

        Acho que vou deixar a ideia de publicar esse conto no Wattpad de lado e guardar o escrito pra Mafagafo, mas daqui pra lá tem chão, e ainda faltam pingos em alguns is, vou ver o que faço quando finalizar a reescrita história. 🙂

  5. Olá pessoas!
    Muito boa a conversa sobre diálogos. Impressionante como esse recurso quando mal usado dá uma raiva imensa! Essa categoria do “for dummies” é a que mais me irrita.
    Eu gosto muitos dos diálogos do O Nome do Vento/Temor do Sábio e da série Torre Negra. Mesmo quando expositivos eles são muito bem colocados.
    Tem vários diálogos do Deuses Americanos que eu adoro. Foi mt bem colocado o exemplo, Thiago.

    Parabéns pelo episódio!

    PS: eu queria deixar a sugestão de usar o “DISQUS” para gerenciar os comentários. É mais fácil do que ter que preencher esse “mini-questionário”. Só uma sugestão!

    1. Fala, Basso, tudo bem? O Patrick Rothfuss manda muito bem em tudo o que remete à forma, então o cara realmente é um mestre do diálogo! Gosto que ele tem um registro diferente pra alguns tipos de personagens também. Mesma coisa com o Stephen King!

      Obrigada pelo comentário e também pela sugestão! A gente briga com esse sistema de comentários, estamos pensando no que dá pra fazer hehehe…

      Beijão! 🙂
      Jana

  6. Gostei muito do episódio! Até o indiquei a amigos.

    Espero um sobre Foreshadowing e até sobre outras estruturas narrativas além da Jornada do Herói.

    Abraços.

    1. Oi, Davi! Muito obrigada pelo comentário!
      Pô, esse de foreshadowing a gente vive falando que vai fazer, precisamos tirar do papel! Valeu pela dica! Sobre as outras estruturas: é uma ótima! Até conversamos um pouquinho sobre isso (sobre subverter o formato e tal) lá no nosso episódio de crossover com o Os 12 Trabalhos, cê já ouviu? https://leitorcabuloso.com.br/2017/06/os-12-trabalhos-do-escritor-s02e05b-podcast-curta-ficcao-e-jornada-do-heroi/

      Beijão!
      Jana

  7. Mais um ótimo episódio!

    Diálogos são minha grande dificuldade na escrita e penei muito para conseguir fazê-los minimamente bem no meu manuscrito (e agradeço a Jana pelas dicas que me deu na época. Me ajudaram muito! <3). E levarei em consideração os pontos que vocês apontaram no episódio.

    Quanto a preferir episódios mais técnicos ou com convidados, minha opinião é de uma mescla entre eles. Gosto dos dois formatos e acho que, com equilíbrio, dá pra tirar o melhor dos 2 mundos 🙂

    1. Fala, Carol sua linda!

      Eu que agradeço pela confiança em mim! E estamos tendendo pra esse formato misto mesmo, viu? Eu adoro fazer os dois também hehehe…
      Obrigada pelo comentário!

      Um beijão!
      Jana

  8. Sinto muito em ser o que não ajuda, mas eu gosto dos dois formatos de episódios. Os com entrevista sempre me apresentam a pessoas novas e maneiras. Os com dicas de escrita me faz mudar o ponto de vista que tenho como leitor. Tô aqui votando nos dois E pedindo mais análises como as de Logan etc. Voto em todos porque aplaudo muito todo o trabalho que vocês fazem por aqui, então ficam os meus parabéns mais uma vez. Keep up the good work!

    Preciso comentar também que eu sempre absorvo o conteúdo do CF como leitor (e ocasionalmente como produtor de conteúdo), mas que dia desses precisei revisar um texto durante uma diagramação no trabalho [eu sou designer em uma editora] e o guia de pontuação de diálogos foi muito útil! HAHAHAHAAHHA Obrigado por me salvar, Jana.

    Fico no aguardo da campanha de apadrinhamento do CF pra poder contribuir <$3

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