Curta Ficção #057 – Como Sintetizar uma Ideia



Curta Ficção #057 – Como Sintetizar uma Ideia

Ouvir

Nesse episódio do Curta Ficção, Jana Bianchi e Thiago Lee apresentam as várias formas de sintetizar uma ideia, discutem sobre os benefícios de fazer esse exercício antes da escrita e, enfim, dão dicas para reduzir uma ideia ou uma obra a um texto instigante, honesto e profissional.

Comente no feed do podcast, na página do Facebook ou pelo Twitter, no @curtaficcao. A gente quer ouvir sua opinião!

***

ATENÇÃO!

Para ouvir o episódio, clique no botão play, no botão de download no plugin abaixo, ou escute pelo perfil do Curta Ficção no Spotify.

Curta Ficção no Spotify: https://open.spotify.com/show/7g006vOSEM82oK207XUX7E

Feed do podcast: http://curtaficcao.blubrry.com/feed/podcast/

***

Assinem nossa newsletter

Curtam nossa página no Facebook

Sigam-nos no Twitter

***

LINKS COMENTADOS

***

CONFIRAM NOSSOS TRABALHOS

Dúvidas, comentários, sugestões – contato@curtaficcao.com.br


6 thoughts on “Curta Ficção #057 – Como Sintetizar uma Ideia

  1. Gostei pacas do episódio, Jana e Lee.
    Não só me ajudou muito (afinal, é por isso que amo esses programas mais técnicos), como esse é um ponto essencial para um escritor iniciante. Eu entendi isso a primeira vez em um Desconstruindo (podcast do Spohr), onde ele disse que as primeiras histórias que criamos, “geralmente”, são uma mistura de tudo que nós gostamos (naves espaciais, dinossauros, magia, ninjas, espadas, etc) e justamente por isso, por esse impulso de criamos um mundo tão vasto e cheio, nós nos esquecemos que o essencial é a história, ou seja, não adianta ser um “Tolkien” ou um “George R.R. Martin”, se você não tem foco e não constrói bem a trama.
    É justamente aí, que para mim, entra o “resumo” ou melhor, a “síntese de ideias”. De fato, quanto mais fácil de resumir sua história for, via de regra, ela vai ser mais ser mais clara e eficiente (claro que nem toda história boa significa que é fácil de ser resumida, mas estou generalizando). Particularmente, isso me ajudou muito, porque eu era desses de criar um mundo muito vasto e encher uma história com tantas coisas que o resumo ficava impossível, uma vez que, na verdade, grande parte que eu criava era dispensável na trama e só “visualmente” bonito.
    Hoje, eu tento sempre resumir toda a trama antes de escreve-la para não só ter um norte, quanto também para evitar colocar coisas desnecessárias nesses “impulsos criativos”, afinal “menos é mais” 😉
    Um abração galera e espero mais casts assim <3

    1. Fala, grande Airton!

      Sim, aconteceu exatamente a mesma coisa comigo… Tudo na minha criação começou a fluir melhor quando eu entendi que partir de uma ideia bem consolidada é essencial! Vamos tentar fazer mais casts nesse formato mais técnico também (é o que a gente mais ama fazer hehehe)…

      Obrigada por comentar! <3
      Jana

  2. Gostei bastante do episódio, tenho um problema monstro para sintetizar ideias, mas ultimamente ando seguindo os três pilares, personagem(s), acontecimento principal, transformação e tem facilitado minha vida. Uma coisa que me ajuda a definir o que é a história é quando pego alguém para Cristo, meu filho, por exemplo e conto a história para ele e ele vai resumindo as partes. Acho que contar resumidamente para outra pessoa ajuda a fazer uma sinopse e uma logline. Geralmente eu gravo ou anoto a conversa para analisar mais tarde. Beijos

    1. Oi, Clau! Que bom que gostooou! Nossa, eu também tenho bastante dificuldade! E, como você, também gosto de conversar com outras pessoas pra ir ajeitando as coisas na cabeça até enfim conseguir extrair as sinopses e tal… E acho muito legal seu filho te ajudar! <3

      Obrigada por comentar!

      Beijão!
      Jana

  3. Eu queria deixar uma reflexão sobre o que vocês falaram sobre expectativa e exemplificaram com o livro O demonologista. Eu tenho uma cópia dele aqui comigo (que eu nunca li kkkk). A edição que eu tenho aqui não tem sinopse em nenhum lugar. Peguei aqui a sinopse da Amazon, que diz o seguinte:

    O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.

    Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

    Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

    Aí vem o questionamento. Dá para sacar a partir dessa sinopse que a história seria focada mais em drama do que em terror mais clássico? Eu não vejo como. Seria então um dos objetivos de uma boa sinopse deixar claro o tom da história, a fim de evitar quebras de expectativas não desejáveis? Vou também sair um pouco do tema do episódio: é justo um leitor dar uma avaliação ruim para um livro só porque ele esperava uma coisa e foi outra, ignorando todos os outros aspectos técnicos (personagens, trama, desenvolvimento, escrita, etc…)?

    Por fim, nesse exemplo em particular, vocês não acham que essa sinopse revela demais? Tipo, eu preferiria não ter sabido nada sobre Inominável e filha no inferno, de modo que eu teria excluído o último parágrafo. Mais isso é mais gosto pessoal.

    Grande abraço, galera.

    P.S.: Já quero um episódio com o Max do Entre Planos <3

  4. Falaaaa, menino Renan!
    Demorei mas vim!

    Cara, vamos lá, ótimos pontos os seus!

    “Seria então um dos objetivos de uma boa sinopse deixar claro o tom da história, a fim de evitar quebras de expectativas não desejáveis?” > Pra mim, sim. Eu AMO a DarkSide, mas eu sinceramente acho as sinopses deles bem ruins em geral — não sei se é azar de pegar umas zoadas do original ou se são eles que fazem…. Mas eu acho TOTAL que é função da sinopse mostrar a que veio a história!

    “É justo um leitor dar uma avaliação ruim para um livro só porque ele esperava uma coisa e foi outra, ignorando todos os outros aspectos técnicos (personagens, trama, desenvolvimento, escrita, etc…)?” > Nossa, isso é muito capcioso… Mas assim, eu acho que “justo” nunca vai ser, mas tem mais chance que a análise seja assim do que o contrário… Sei lá, a gente sempre leva em consideração aspectos “secundários” como experiência do autor (é um primeiro livro ou já é um livro do fucking Neil Gaiman?), afinidade com a pessoa mesmo (é um amigo querido ou um mala insuportável que faz spam dos livros) e assim por diante… Acho que até por isso é muito importante que o leitor tenha noção do que vai ler, pela sinopse e outras formas de divulgação do livro… acho que quando mais assertivo, menos chance de acabar respingado por esse tipo de análise enviesada (mas acho que um resenhista profissional não faz, ou não deveria fazer, esse tipo de análise, manja?)

    E sabe que concordo contigo sobre o fim da sinopse? Acho que teria mudado também. Não sei se a intenção foi meio que jogar na cara do leitor que vai ter inferno e tal hahaha mas acho que também retiraria!

    Valeu por comentar, gostei do papo hehehe

    Beijão!
    Jana

Leave a Reply

*