Curta Ficção #040 – Magia na Narrativa



Curta Ficção #040 – Magia na Narrativa

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Neste episódio, Jana Bianchi recebe a escritora, YouTuber e pesquisadora Cláudia Fusco para falar sobre o uso da magia nas narrativas. Quando a magia deixou de ser um elemento do cotidiano pra ser um elemento narrativo no mundo ocidental? E quais são as oportunidades que o uso da magia como elemento narrativo dá ao escritor?

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14 thoughts on “Curta Ficção #040 – Magia na Narrativa

  1. Jana, Cláudia, gostei muito do bate papo. Muito instrutivo em alguns aspectos. Muito legal pensar na magia como algo com raízes tão próximas da realidade.

    No fundo, muito dessa discussão sobre magia pode recair sobre o que constitui o conjunto de crenças de uma pessoa e também de uma coletividade. Tem muita coisa que eu acredito (e que vejo fundo científico, mas ainda não comprovado pela própria ciência) poderia ser visto, entendido por outras pessoas como crendice, magia ou superstição.

    Agora, no campo da ficção, tem aquela coisa da magia materializada, transformada em realidade pela habilidade do escritor(a) de construir uma realidade paralela onde a magia passa a ser crível, talvez, fato incontestável. E a variedade de formas com que isso é feito é incrível! Gosto muito da magia de Terramar, de Ursula K Le Guin, de diversas obras de Diana Wynne Jones, Brandon Sanderson, Joe Abercrombie, Terry Pratchett, Diego Guerra, Ana Lúcia Merege, Neil Gaiman, J. K. Rowling, e tantos outros. São muitas as possibilidades, mas essa questão do subtexto, a mensagem/lição por detrás de tantas histórias que contém magia, é algo muito legal que vocês mencionaram.

    Se você for entrar no mundo dos RPGs então, tem dezenas de sistemas e universos ficcionais que descrevem múltiplas mecânicas do funcionamento da magia. É todo um universo à parte.

    Ótimas reflexões! Parabéns pela discussão e pelo Podcast.

    1. Interessante, Carlos. Essa questão sobre poder ou não ser explicado pela ciência (ou pseudo-ciências) inclusive é o que define o sobrenatural do paranormal. O que por si só renderia outra discussão bem interessante.

  2. Fala, Carlos, tudo bom?

    Caramba, você resumiu ali tudo o que conversamos na primeira parte do projeto, adorei. Acho muito promissor trabalhar nesse limiar entre ciência não explicada e magia, por assim dizer. E adorei os exemplos que você deu, tem muitos ali que também admiro demais! O sistema de magia de Mistborn, pra mim, é incrível. Ainda quero fazer aquele episódio sobre leis da magia, ou magia estruturada e tal…

    Obrigada pelo comentário! 🙂
    Jana

  3. Pessoa maravilhosa! Adorei a participação da Cláudia Fusco (volta, por favor). Pura alegria ^^ Não a conhecia, vou já corrigir essa falha. Achei muito interessante essa ideia da evolução de como contamos a criação do mundo, daria um conto e tanto para o Mitografias (emoticon pensativo).

    Respondendo como leitor: gosto quando os livros trazem nos detalhes brincadeiras com nosso dia-a-dia, com o que entendemos como ciência ou mesmo com elementos históricos/literários do nosso mundo como o Merlin e o Nicolau Flamel em Harry Potter, outro exemplo é a Bússola de Ouro onde ciência e magia meio que se misturam, ou os fogos de artifício do Gandalf, ou a sutileza de uma superstição dando certo, ou uma cartomante acertando, ou uma beberagem que levanta até defunto. Resumindo, gosto quando a história deixa aquela dúvida sussurrando atrás da nossa orelha.

    P.S.: melhor plot twist do Curta Ficção foi descobrir que a Jana é na verdade o Dr. Abobrinha do Castelo Rá-Tim-Bum.

    1. Fala, Auryo, tudo bom?

      A Clau é maravilhosa! Vou mandar pra ela seu comentário hehe… Eu tenho uma vontade danada de fazer os cursos com ela no MIS, devem ser muito incríveis!

      Eu adoro quando a magia é “sutil” também, gostei do exemplo que você deu de Bússola de Ouro porque é uma das minhas séries preferidas de magia! Amo quando é assim…

      E MORRI DE RIR COM O PLOT TWIST huahuahuahuaha foi muito convincente minha risada, né? O Lee não comentou nada sobre, não sei se ele ficou com medo… rs

      Muito obrigada pelo comentário! 🙂

      Beijão!
      Jana

    2. Auryo, quando cê falou sobre a magia poder se manifestar em brincadeiras do cotidiano me lembrei de Neil Gaiman. Acho incrível como ele consegue revelar todo um mundo mágico (em sombras e glamour) diante do leitor como se ele estivesse todo tempo em nosso mundo e nós simplesmente não olhamos para o lugar certo para poder enxergá-lo.

      1. Nossa, reumiu muito bem uma das coisas que faz eu amar o Neil Gaiman. Senti exatamente isso lendo O Oceano no Fim do Caminho, por exemplo… ele é incrível! <3

  4. Acho que a manifestação de magia que me deixou mais fascinado foi a que eu experimentei lendo as histórias em quadrinhos da Vertigo, principalmente John Constantine: Hellblazer e Livros da Magia. São construções que conseguem mostrar tanto o poder e o mistério que a envolve sem deixar escancarada sua existência para o mundo banal. Essa abordagem me atraiu e me inspirou por muitos anos para os RPGs que tratavam de magia, como Trevas (que inclusive tem uma das melhores cosmologias e sistemas mágicos que eu já li).

    No mais, também gosto da abordagem geralmente usada em histórias de espada e feitiçaria (sword and sorcery), na qual a magia geralmente está relacionada a elementos antigos, poderosos e (muitas vezes) malignos. Acho legal os dilemas que os personagens acabam tendo que lidar quando tem contato com a magia neste tipo de história.

  5. Fala, Mike, tudo bom?

    Eu tenho muita vontade de ler mais HQs da Vertigo (minha única experiência, na real, é Sandman). Acho que não tem erro Hellblazer e Livros da Magia, né? (Inclusive, quero ler esse último há muito tempo… soube pela polêmica do HP e tal). Eu também gosto DEMAIS da magia assim, que é meio escondidinha, sutil… Tento fazer algo similar no meu universo, embora às vezes a pirotecnia vença hahaha…

    Não costumo ler muito S&S mais, mas eu confesso que também adoro grimórios, amuletos, coisas cheias de poder e tal. Acho que rola muita simbologia interessante!

    Obrigada pelo comentário! 🙂

    Abração!
    Jana

  6. Tudo bom, Jana?
    Adorei o programa, vocês duas destrincharam muito bem esse tema que amo tanto, além da Cláudia fazer uma excepcional análise de como a magia “evoluiu”(não no sentido darwinista da palavra) de algo vinculado aos deuses e espíritos para algo mais pseudocientífico.
    Entretanto, devo discordar só um pouquinho sobre a parte de Harry Potter, pois apesar de concordar em vocês em muitos pontos, tenho uma visão diferente ao ver a magia da Rowling. Veja bem, acho ela muito inventiva e coerente em criar seu mundo mágico, pois, desde as criaturas às comidas, das plantas às paredes, do próprio passado e governo à mobília, TUDO é, na raiz da palavra, fantástico, um grandioso feito. Entretanto, quando ela aborda a “magia” como técnica, ou seja, a magia das varinhas, tarefas simples ou magias de batalha, vejo essa abordagem bem preguiçosa. Se a magia descende, como vocês abordaram, de um conexão do humano com a natureza e o oculto, então as varinhas parecem-me muito incoerentes, uma vez que parecem mais manifestações de um “super poder videogamistico”, onde se fala uma palavra (na maioria criadas de maneira boçal) e se faz um movimento de varinha e pronto. Trocando em miúdos, em um mundo que transpira o fantástico, as varinhas são “cientificas” de mais com uma magia que mais parece um poder de personagem de RPG, game ou comando de computador.
    Por outro lado, se pensarmos na atualidade, as varinhas são extremamente condizentes (por isso só discordo um pouco kkkkk), já que os jovens leitores nasceram influenciados pelos poderes de super heróis de HQs, skill de games, etc.
    Quando compus mentalmente esse texto, pensei em citar como exemplo também os “poderes nos animes”, MAS como estamos falando de outra cultura, isso seria um grande ato falho, pois apesar de se parecer muito com Harry Potter (Um guerreiro grita um frase japonesa e dispara um poder da sua mão/arma), nos animes a magia funciona de forma diferente, vindo de uma evolução das técnicas marciais japonesas. A frase é para os orientais não é só o “nome da técnica”, é a evolução do “kiai”, que é um termo de artes marciais japonesas que se refere à exteriorização da energia corporal por meio da voz (o que me lembra muito Skyrim kkkkkk), ou seja, eles “falam” não como comando ou para ativar a magia, mas como se a próprio dizer fosse a manifestação dessa energia. Além disso o “ki” ou “chi” é a fonte da “magia” para os japoneses, ela vem de dentro e cresce com o desenvolvimento próprio do individuo, entendimento diferente do que temos nós ocidentais, pois voltando a análise sua e da Cláudia, a “linha evolutiva da magia” de Rowling se baseia nas energias exteriores, já a dos animes são, quase sempre, interiores.
    Um abraço e continuem o ótimo trabalho 🙂

    Ton Borges

    1. Fala, Ton! Putz, adorei seu comentário!

      Achei legal você mencionar os animes, e não achei ato falho não (até porque você analisa a oposição, e não compara ambos)… E na real eu concordo com você! Hahaha… Acho que a Rowling explorou bem alguns aspectos socioculturais e políticos da magia, mas ao mesmo tempo a magia em si é mais pirotecnia e “graça” do que algo intrincado. Acho que ela poderia ter explorado melhor essa questão, mas pensando em retrospecto, como um dos primeiros livros juvenis com essa abordagem mais de fantasia urbana, até que ela mandou bem!

      Gostei bastante dessa sua conclusão sobre energia exterior e interior, fiquei toda pensativa aqui depois hahaha

      Obrigada por comentar! <3
      Jana

    2. Verdade, Ton.
      A Rowling fez um trabalho excelente na criação do mundo bruxo/mágico, mas os feitiços… particularmente acho algo bem caído. As magias são tão poderosas e fáceis que chega a ser insustentável existir uma sociedade bruxa assim porque é muito fácil lançar um Avada Kedavra. Faltou um “preço” para os feitiços ou algo para balancear o uso e o resultado (falando assim parece coisa de jogo kkkkk).

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