Curta Ficção #028 – RPG e Literatura



Curta Ficção #028 – RPG e Literatura

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Iniciando o mês de aniversário do Curta Ficção, Thiago Lee Jana Bianchi convidam o narrador de RPG Fernando Cruz para discutir a relação do RPG com a literatura fantástica, e como adaptar aventuras ou cenários de RPG para a prosa.

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11 thoughts on “Curta Ficção #028 – RPG e Literatura

  1. Adorei o tema, mas acho que o programa se perdeu um pouco e meio que ficou flutuando mais num “dicas para mestres de RPG com alguns elementos de literatura”, apesar das ótimas intervenções da Jana Bianchi para trazer a discussão do RPG para o âmbito da literatura. Então vale a deixa para um outro episódio mais focado. 😀

    Vale mencionar autores e obras reconhecidos que saíram de mesas de RPG, como a série Wild Cards, editada pelo George RR Martin, que foi baseada nos personagens saídos das aventuras jogadas pelo seu grupo. Também tem o nacional Eduardo Spohr em Filhos do Éden tirou muitos elementos de seus jogos com os amigos. Além do anime Record of Lodoss War, que começou quando o mestre de jogo começou a escrever os reportes das partidas (também chamados de diários de campanha) e o material começou a ser lido não só pelos jogadores, mas por outras pessoas atraídas pela história.

      1. Eu já conhecia há alguns anos, mas só parei para assistir recentemente. Saber dos antecedentes da série me inspirou para voltar a jogar RPG como um exercício criativo para melhorar a escrita.

    1. Fala, Mike!

      Valeu pelo comentário! E valeu pela sugestão de fazer um outro episódio com foco no RPG e na literatura! A gente depois pensou nisso, talvez convidar alguém que teve um livro adaptado em RPG e ajudou na escrita do segundo, por exemplo o Christopher Kastensmidt. (Adoraríamos um episódio com o Spohr, mas talvez ainda seja muita areia pro nosso caminhãozinho? Hahaha…)

      E meu, bem citado o Wild Cards! Uma época, antes de começar a sair aqui no Brasil, eu fiquei muito impressionada com esse projeto do grupo de amigos do Martin porque WC é um fix up muito interessante, um mega universo com uma história principal e histórias menores. Lembro inclusive que na época eu li que ele planejava fazer a maior série do mundo, e fiquei “caramba, que maluco!)… E é muito legal que isso tenha nascido de mesas de RPG. Acho essa história toda maravilhosa! 😀

      Valeu mesmo por ouvir e comentar! 😉
      O outro episódio de RPG com certeza tá na nossa lista de pautas!

      Beijão!
      Jana

  2. Olha só! Curta Ficção falando de RPG. Parabéns pela iniciativa e pelas dicas sobre como usar o repertório de um meio para produzir no outro (Literatura / RPG).
    Para mim, estas duas atividades estão MUITO relacionadas (comecei a ler e, principalmente, a escrever através das partidas de RPG – em uma das mesas eu fiquei responsável por ser o Narrador…).
    Hoje, parte dos meus projetos (e sonhos) literários vem disso: das minhas experiências e criações de RPG.
    Joguei muito Storyteller – Vampiro, A Máscara e (um pouco) Lobisomen, Apocalypse. E joguei bastante no universo do Senhor dos Anéis (e, depois, num universo que criei) através do sistema pouco conhecido e nada amado: CODA.
    (Também joguei um pouquinho D&D, um pouquinho mesmo e, pasmem, não gostei do sistema, me lembra mais jogo de game mesmo do que RPG de mesa… Sim, uma das mesas me zuavam por não gostar do D&D…).

    1. Massa, Vinícius. No meu caso eu fui da leitura de quadrinhos para o RPG e depois da leitura (e partidas) de RPGs para a literatura (principalmente a fantástica). A antiga revista Dragão Brasil tem muita culpa nesse processo.

    2. Fala, Vinícius!

      É muito legal ver que o pessoal tem trajetórias muito diferentes de transição ou relação entre RPG, literatura e escrita. Acho que só reforça como são tópicos que podem se beneficiar uns dos outros!

      Por motivos óbvios, gostaria muito de conhecer Lobisomem hehehe… um dia ainda vou jogar! 😀

      Valeu pelo comentário!
      Abração!
      Jana

  3. Gostei muito do tema, até porque, muito da minha jornada como escritor tem forte relação com RPG.
    Jogo RPG desde 1988 e já joguei de tudo um pouco. Concordo que “adaptação” é a palavra-chave para quem quer migrar do histórias de RPG para a lituratura. Tenho uma boa experiência nisso, pois escrevi vários romances e contos baseados em campanhas de RPG.
    Só explicando, campanha de RPG é um conjunto de jogos, funciona mais ou menos como uma série de TV, de forma episódica. No meu caso, alguns dos romances se baseiam num conjunto de campanhas que joguei ao longo de anos.
    Um conselho que eu tenho para dar é deixar a campanha acabar, ou ao menos progredir muito, para que a história descanse e você possa usar os melhores elementos e melhores momentos para sua história. Você não vai querer fazer uma transcrição literal do que acontece de jogo a jogo, porque há muito caos envolvido nos jogos. Outra coisa é fazer uma seleção de elenco. É bem comum que os jogos tenham muitos personagens jogadores e NPCs (não jogadores) que pode ter a tendência de chegar a dezenas e até centenas de personagens.
    Outra coisa, não fique preso aos personagens e fatos que ocorreram num jogo. Quando você adapta, muitas vezes surge a necessidade de criar outros personagens, cenários e situações. Ter material da campanha de RPG é útil para lastrear seu livro, muito do trabalho de construção de ambientação (world building) “vem de graça”, use isso a seu favor.
    Na minha primeira série adaptada, todos os protagonistas não existiam no jogo de RPG. Eu usei as cidades, os NPCs, o pano de fundo do mundo, e alguns elementos de trama que ocorreram nos jogos, algo como um timeline de acontecimentos. Somente nas continuações que introduzi alguns personagens que foram jogadores, ainda assim, adaptando-os de maneira não literal. Posso dizer que apenas inspirados no conceito geral do personagem.
    Outro ponto legal na adaptação de RPG para livros é o fato de termos fichas de personagens e de criaturas que são guias bem detalhados para o que aquele personagem sabe fazer, etc. E também, sobre as criaturas, onde são encontradas, como vivem em seu ambiente, suas fraquezas e forças, etc. Isso pode ser muito útil para trazer para enriquecer um romance ou conto.
    Gostaria de citar uma adaptação de cenário de RPG maravilhosa, o Prism Pentad, uma série de cinco livros escritos por Troy Denning (atualmente romancista de livros de Star Wars). Se passam no cenário de AD&D chamado Dark Sun. São livros maravilhosos e que valem a pena ser lidos. Outro caso curioso de adaptação influenciada por RPG é dos livros escritos por Timothy Zahn para Star Wars. Ele conta um caso que George Lucas teria ligado para ele para convidá-lo a escrever livros de Star Wars e ele achou que fosse um trote e desligou na cara de Lucas. Depois, Lucas ligou novamente e acabou acreditando. O fato é que ele disse: “Eu não sei nada sobre Star Wars, como vou escreve um romance?”. E então a equipe de Lucas mandou uma caixa com duzias de livros de RPG de Star Wars que explicavam e detalhavam o universo. Ele usou esse material feito para os mestres estruturarem suas campanhas para fazer famosa “Trilogia de Thrawn”.
    Acho que RPG e literatura tem tudo a ver, pois lidam com a mesma matéria prima, histórias. No meu caso, pude fazer o caminho inverso também. Nos romances que escrevi, criei muitas coisas novas para o cenário e novos personagens que acabei usando, mais adiante nos jogos. Foi um processo de simbiose, por assim dizer.

    1. Muito bom ter citado Star Wars, Carlos. Até cheguei a ler que o próprio RPG publicado pela West End Games nos anos 80 ajudou a estruturar o que se tornaria o Universo Expandido da franquia.

    2. Fala, Carlos!

      Caramba, interessante esse seu caso de adaptação! Você menciona justamente as coisas que eu acho importantes na hora de converter um RPG em literatura. Foi tipo um resumão muito bom! No fim das contas, é praticamente como se você estivesse partindo apenas de um universo já criado, quase o mesmo processo de escrever uma fanfic, por exemplo.

      E eu não fazia ideia que o Zahn tinha usado os RPGs como fonte, que legal saber disso! Achei mega interessante essa história! (E imagina atender o telefone e ser o G Lucas te chamando pra escrever um livro do SW? Como super fã, eu morri aqui só de imaginar hahahaha)…

      E concordo total que RPG e literatura são simbióticos. É assim mesmo que eu enxergo. Se você souber o que aproveitar e o que deixar de lado de cada mídia, só tem a ganhar em um e no outro!

      Muito obrigada pelo seu relato e pelas curiosidades, vou até dar uma fuçada a mais nessas histórias depois! 🙂

      Beijão!
      Jana

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