Pavio Curto #003 – O machismo na fantasia e nos quadrinhos



Pavio Curto #003 – O machismo na fantasia e nos quadrinhos

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Esse é mais um episódio do Pavio Curto, o podcast spin-off do Curta Ficção sobre mercado literário e suas tretas. Nele, Gui Liaga, Jana BianchiBárbara Morais e Fernanda Nia falam sobre o machismo na fantasia e nos quadrinhos — de “elogios” que começam com “não parece que foi uma mulher que escreveu” até quadrinhos que são diminuídos e considerados “de menina” por causa do traço e das cores.

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12 thoughts on “Pavio Curto #003 – O machismo na fantasia e nos quadrinhos

  1. E nem entraram no mérito sobre a galera que julga as artistas pela aparência. Se é gorda, se é magra, se é feia, se é bonita, se é alta, se é baixa… Claro, características irrelevantes quando o público está tratando com os artistas homens.

    E aqui confesso, sem orgulho, que já fiz parte dessa trupe. Poderia justificar pela pouca idade na época, mas prefiro apenas encarar as atitudes do passado com arrependimento e tentar melhorar sempre ao invés de tentar encontrar desculpinhas.

    Eu lido com o machismo através de um processo de desconstrução diário. Não é algo que você se livra do dia pra noite e diz “não sou mais machista”. O enraizamento cultural é forte demais e esconde muitas armadilhas conceituais e morais. Para os cuecas que desejam encarar a questão com empatia (e nunca é tarde, cavalheiros), eu indico parcimônia e dúvida sobre as próprias atitudes e posturas, antes de quaisquer outras coisas que você faça, fale ou mesmo pense.

    1. Fala, Mike, tudo bom?

      Acabei de falar pro Lee que é muito bom saber que o CF tem ouvintes como você. A desconstrução é diária mesmo e é muito bom ter essa consciência! Obrigada pelo comentário! 🙂

      Jana

      1. Vou dar um breve spoiler do meu romance em andamento aqui.

        Meu protagonista sofreu o que sofreu porque assediava sua primeira namorada, não aprendeu a lição e sofreu mais vezes. Agora que é tarde demais ele busca compensar seus atos do passado, porém ele se culpa constantemente.

  2. Acho este tema muito importante que infelizmente é ignorado por muitos que precisam repensar seus conceitos. É mais fácil diminuir o outro ao invés de aprender e ter uma visão mais abrangente.

    Acabei de conferir a lista dos livros que eu li este ano, e dentre os 30 apenas 5 são de mulheres, NENHUM de fantasia. Eu não procuro a sexualidade do autor na hora de escolher os livros, mas o que chega mais fácil ao meu interesse são autores homens.
    Isto me fez refletir e pensar que preciso conhecer mais trabalhos de autoras (como o Lobo de Rua).

    Nesses seis meses eu me dediquei a ler mais obras nacionais. Não precisei abrir mão das leituras internacionais, como se eu fizesse um sacrifício só para ler livros de conterrâneo. Li muitos livros brasileiros que gostei de verdade, tão bons ou mais do que os internacionais. E acredito que será a mesma coisa com trabalhos de autoras, mas que não chegam até mim com tanta facilidade.

    Eu tento criar personagens femininas poderosas e independentes nas minhas histórias. Adorei a forma que eu criei Reyle e Izbel no meu primeiro romance. No segundo que estou escrevendo já fiquei em dúvida, pois é uma história “violenta-bizarra” que exploro a fraqueza do meu protagonista homem dos pés à cabeça sem deixar uma parte ou orifício de lado, e há uma antagonista mulher que faço o mesmo, mas quando escrevi sobre as fraquezas dela, fiquei com receio de ter ido longe demais, e até pedi para uma amiga avaliar esta parte para mim.

    Mais um comentário grande meu, mas este episódio com certeza rende vários outros debates e tópicos específicos 🙂

    1. Fala, Diego!

      Realmente, a gente precisa às vezes partir dessa atitude ativa de procurar coisas que saiam da nossa zona de conforto porque geralmente não chegam muito pra gente, sabe?

      Sobre personagens femininas, eu acho que você já está num ótimo caminho se pediu pra uma amiga olhar. Se eu puder deixar um outro conselho, seria: peça para OUTRAS amigas olharem. Nenhuma mulher (ou homem, ou qualquer pessoa né rs) é igual à outra e tenho certeza que você pode ter uma visão mais completa da questão se conversar com mais pessoas!

      E que bom que o episódio ajudou, eu já fico muito feliz de ver que tem cada vez mais gente preocupada em representar bem mulheres e outros personagens específicos nas obras! 🙂

      Abração e muito obrigada pelo comentário!
      Jana

      1. Com certeza mostrarei a outras leitoras, inclusive as minhas duas betas são mulheres. Decidi mostrar para esta primeiro por ela ser crítica neste assunto.

        Irei na Bienal esta sexta, vou me atentar a ver livros de fantasia e sci-fi de autoras. Também prometo pegar o Lobo de Rua um dia, claro 😉

        1. Obaaaa, espero que ache muitas leituras legais! E que curta Lobo de Rua! Hehehe…
          Beijão! <3
          Jana

  3. Poxa, não gostei do clima de tristeza, achei que com esse tema haveria mais pistolagem e cabeças rolando (se bem que houve muita decapitação nesse episódio kkkkkkkkkk)
    Sobre a questão das “capas rosas”, vocês tem toda razão, porque já cansei de ver o livro do Affonso Solano, “O Espadachim de Carvão e As Pontes de Puzur”, que tem a capa rosa com uma arvore violeta, na sessão infantil, fora que quando levava para o curso, a galera perguntava qual era a “autora” do livro.
    Achei super legal o papo, vocês exploraram bem os vários lados da questão, principalmente o lance de que mulheres SEMPRE escreveram ficção especulativa, foi só AGORA que o mercado está dando voz a elas.
    Como homem, não tenho muito a acrescentar que vocês já não saibam melhor que eu sobre desse tema. Mas, quero deixar aqui minha revolta com o filme “Homem Formiga e Vespa”. MEU DEUS! Esse filme ganha o troféu “protagonismo masculino forçado” do ano. A história inteira é sobre a Vespa, é um arco pessoal dela, os personagens principais são da família dela, a missão é salvar a mãe dela, a cena inicial é dela, ela faz TUDO e até a porra da tecnologia dos poderes é dela! Mesmo assim eles insistem em enfiar o Homem Formiga, que só atrapalha a história, é deslocado, fica forçando piadas inoportunas e é tão irrelevante para trama que tiveram que forçar um exoterismo para ele estar nela. E como se não pudesse ficar pior, dizem no filme que ela é a “ajudante” dele. É muita cara de pau! Logo a Marvel que fez as Dora Milaje tão importantes, como dito no episódio 🙁
    Abraços e continuem o trabalho incrível de vocês.

    1. Fala, Ton! Hahaha a gente tá chegando no nível de pistolagem ideal… rs

      Eu não vi o filme do Homem formiga ainda, mas já fiquei bem interessada pra ver com essa sua análise — que inclusive é bem, bem sensível, que legal que temos homens também enxergando essas coisas que às vezes só saltam aos olhos das mulheres!

      E sim, cada vez mais vemos grandes estúdios e produtores de conteúdo em geral acertando aqui e errando ali, acho normal! Muito importante nessa hora continuar se preocupando com isso, reclamando do que tem de ruim e elogiando o que tem de bom!

      Obrigada pelo comentário! 🙂
      Jana

  4. Adorei o episódio de hoje!! Sempre bom ver mulheres pistola com o patriarcado. Eu tenho este Rainha do Ignoto nos desejados faz um tempo. Acho que seria incrível se alguem publicasse, principalmente a Plutão, já que eles já publicaram uma obra inédita. Não ach nem no site do Dominio Público.

    O show da Hannah Gadsby me matou, mas é como a Fernanda Nia (acho que foi ela que indicou) falou, um show de storytelling e de domínio. Deu vontade de sair escrevendo uns artigo. Depois de enxugar as lágrimas.

    Esperando o próximo episódio. 😀

    1. Fala, Débora, tudo bom?

      Desconfio que vamos pistolar com o patriarcado mais vezes nesse episódio hahaha… E eu (que conheço pessoalmente o André, editor da Plutão) já falei com ele sobre Rainha do Ignoto e ele curtiu a ideia! Vamos torcer! É um livro que precisa muitoooo de uma edição legal!

      Beijão e obrigada por comentar!
      Jana

  5. Olá, pessoal!

    Parabéns por mais um excelente episódio!

    Realmente há muitos estereótipos de machismo no mundo dos produtores de conteúdo: como produtoras, mulheres ficam delegadas a temas/gêneros específicos, como romance ou poesia. E como personagens, na maioria das vezes, são “mulheres na geladeira”, mocinhas indefesas, objetivo de conquista ou personagens que só servem para segurar a perna do personagem masculino…

    Para quem quiser saber mais sobre como trabalhar personagens femininas, recomendo que vejam o item 20 deste artigo. Em breve, o Pavio Curto também estará lá.
    Link: http://detonerds.blogspot.com/2017/02/arquivos-para-escritores.html

    Abraços.

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