Curta Ficção #042 – Tropos na Fantasia



Curta Ficção #042 – Tropos na Fantasia

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Neste episódio, Jana Bianchi Thiago Lee recebem o escritor Felipe Castilho para falar sobre literatura fantástica e como ele utilizou os tropos mais comuns desse gênero em seu mais novo livro A Ordem Vermelha – Filhos da Degradação. Como subverter os tropos na fantasia de forma a ter uma narrativa mais rica? Como atender e desafiar as expectativas dos seus leitores ao mesmo tempo?

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12 thoughts on “Curta Ficção #042 – Tropos na Fantasia

  1. Ando sumido nos comentários (por motivos de internet-lixo), mas essa sequência fantástica de Eric Novello e sir. Philip Little Castle merece: palmas, palmas, palmas, palmas.

    1. Quem sabe a gente não consegue entrevistar um Neil Gaiman ou Stephen King da próxima vez rs

      1. Hahaha bem-vindo de volta, Auryo! Sei como é internet lixo na roça ¬¬
        E meu, mandamos muito nesse combo, né? Agora só falta o povo do naipe que o Lee mencionou hehehe

  2. Esse episódio foi muito bom! Aumentou a vontade de ler essa obra, certamente relevante no cenário de fantasia nacional. Essa questão dos tropos é algo que vale uma boa reflexão na concepção de uma nova obra. O site TV Thropes é uma fonte inestimável nesse sentido.

    1. Sim, eu costumava passar horas no TV Tropes só conhecendo tropos novos. Tem uns que são bem inúteis, mas interessantes rs

    2. Esbarrei com o TV Tropes outro dia, procurando leitura sobre “cassette futurism”, preciso até voltar lá para fazer umas pesquisas. Valeu por me lembrar, Carlos!

  3. Sensacional poder ouvir direto da conte sobre todo o processo de criação desse livro, principalmente pelo fato de ter sido uma criação conjunta de várias pessoas. Adorei! Continuem com o ótimo conteúdo.

    Sobre o podcast novo: QUERO MUITO

    1. Valeu pelo comentário, Vini! Depois dá uma procurada na net que tem bastante material do Castilho falando do livro (tem coisa no canal da Bruna Miranda, por exemplo, incrível)… E a gente também mal vê a hora de soltar o cast novo! * _ *

  4. Gostei da discussão de de ouvir a construção do Felipe Castilho.

    O episódio apontou a existência dos tropos e até citou alguns durante o programa e de como foram transfigurados e transportados, mas acho que faltou uma abordagem no sentido de categorizá-los.

    Inclusive, fica aí a deixa da sugestão para programas com este viés, explorando os tropos determinantes de alguns gêneros (e de como esses tropos podem ser subvertidos). Inclusive cada gênero renderia um programa inteiro, olha aí, hehe.

    Um ponto interessante do programa foi quando a Jana citou que alguns tropos podem ser usados para justificar escolhas criativas questionáveis, principalmente levando em consideração os questionamentos sociais contemporâneos… Isso é algo com que me deparei recentemente: estou escrevendo um conto inspirado no estilo noir. Foi quando me deparei com um capítulo que seria narrado por uma personagem feminina que senti algo estranho, fora do lugar. Muitas vezes esse estilo tem a narração em primeira pessoa e feita por… Sim, personagens masculinos. E foi isso que me causou a sensação de estranheza. Uma vez que consegui encontrar esse elemento do gênero e questioná-lo, resolvi encarar o desafio de afrontá-lo ao invés de cruzar os braços e seguir a correnteza num pensamento cômodo “histórias noir são narradas por personagens masculinos”.

    Tendo tido essa experiência e de repente esbarrar com esse episódio de Curta Ficção englobando a situação pela qual eu passei, reforçou muito meu aprendizado. E eu fico feliz em saber que de certa forma estou seguindo um caminho acertado entre o que eu estudo e o que pratico.

    1. Fala, Mike, tudo bom?

      Ótima sugestão, acho que vale muito fazer uma série! A gente já até pensou em fazer episódios sobre gêneros específicos, e acho que trabalhar com tropos poderia ser uma boa abordagem pra quem é escritor!

      E que legal essa sua experiência com o conto noir! Putz, muito massa mesmo! Acho que é um ponto muito positivo você ter essa auto-consciência, até por permitir que você subverta o tropo de modo consciente. E mais legal ainda saber que o Curta tá conversando com a sua vivência de escrita! <3

      Um beijão!
      Jana

  5. Fala, galera do curta ficção !
    Bem, infelizmente ainda não li a Ordem Vermelha ainda (me martirizo MUITO por isso), uma vez que estou sem tempo (quem dera tivesse o Olho de Agamotto), mas quero em breve degusta-lo[a já que gosto bastante do trabalho da Intrínseca e da equipe Omelete/CCXP e além disso eu já li o primeiro volume do Legado Folclórico do Castilho, um exemplo magnífico do uso do folclore na fantasia de nossas terras de Pindorama. Inclusive, acho esse o objetivo final da construção de uma fantasia nacional, o que faz do “Castilho” uma “cartilha” a ser seguida.
    Sobre o tema “Tropos”, gostei principalmente de quando vocês discutiram a respeito da “justificativa” (cof cof falácia cof cof) que as pessoas de “moral e boa índole” usam para defender obras suas ou de outrem que tem preconceitos velados. É muito fácil um machista dizer que não tem mulher forte ou homo afetivos em tal obra medieval por quê não era assim antigamente, o que é análogo ao discurso do “antigamente as coisas eram assim, não podemos problematizar” ou até algo “antigamente não tinha essa pouca vergonha!”. Por isso, fico feliz com vocês falarem sobre essa problemática e do Castilho em quebrar essa esteriótipo.
    Para acrescentar nessa discussão, gostaria de perguntar a opinião de vocês se existe também falsos “tropos” ou melhor “tropos preconceituosos” também na ficção cientifica, ou se esse gênero já está há alguns “anos luz” do fantasia. O que acham? E o terror, ele também tem esses tropos ruins ou, muitas vezes, alguns clichês como a “gostosa burra” e a “virgem sobrevivente” são necessários para manutenção de um estilo que se auto-critica, como o “trash” ou “filme-B”?
    Ademais, agradeço mais uma vez ao maravilhoso programa e a braços a todos vocês!
    P.S.: Sugestão para quem curtiu o Legado Folclórico, recomendo esse site ( https://colecionadordesacis.com.br/)
    P.S.: Para enriquecer a discussão de vocês, Curta Ficção, deixo também essa matéria do fim de semana sobre a crítica que o próprio Donald Glover (o novo Lando Calrissian) fez à Star Wars e outras obras espaciais que não tem representação negra (como se existe um tropo onde não pode haver negros no espaço, né) (https://www.billboard.com/articles/news/8454690/donald-glover-lando-calrissian-han-solo-star-wars-story-snl-saturday-night-live)

    1. Oi, Ton, tudo bom?
      Valeu pelo comentário!

      Vamos lá: primeiro, morri de rir com o Castilho cartilha… castilha? Hahaha brincadeiras à parte, concordo plenamente! Ele é incrível.

      Minha parte preferida do episódio também foi essa sobre as desculpas que dão por aí pra não quebrar os tropos mais preconceituosos ou pouco inclusivos. Sobre a sua pergunta a respeito dos outros gêneros, eu acho que toda a ficção especulativa sofre com essa espécie de “resistência à mudança”, o que inclui alguns tropos. Na minha opinião, a ficção científica ainda é bastante machista (com poucas mulheres em posição de comando, por exemplo), mas felizmente temos alguns exemplos recentes de quebras desses padrões. Posso citar o “Deixe as estrelas falarem”, da Lady Sybylla (companheira de firma rs) e Start Trek: Discovery, por exemplo.

      E eu acho que você fez um bom ponto a respeito do terror. Acho que algumas obras ainda usam esses tropos/clichês de forma “séria”, vamos dizer assim, mas foi um dos primeiros subgêneros a começar a zombar das próprias limitações de estática e de enredo. Ainda assim, filmes tipo “Todo mundo em pânico”, apesar de satíricos, ainda se apoiam muito em esteriótipos negativos. Se puder fazer um paralelo, eu entendo que a crítica que os filmes de terror fazem não são é tão subversiva ou irônica/sarcástica como as esquetes do Portas dos Fundos, por exemplo.

      Ah, e sobre os PS: amamos o Colecionador de Sacis! Quem sabe um dia rola um programa com o Andriolli? hehehe… E nossa, vou ler esse texto sobre o Glover. Não tinha visto, fiquei bem curiosa!

      Beijão!
      Jana

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