Curta Ficção #010 – Escrevendo com Responsabilidade



Curta Ficção #010 – Escrevendo com Responsabilidade

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Neste episódio, Thiago Lee, Jana Bianchi e Rodrigo Assis Mesquita tratam de um assunto sério: a responsabilidade criativa. Em pauta, a diferença entre histórias com personagens imorais e narrativas que desumanizam o outro.

Lembrando que até 17/04/2017 você pode participar do PRIMEIRO CONCURSO DE FICÇÃO RELÂMPAGO DO PODCAST CURTA FICÇÃO!

Errata: Em algum momento do episódio, mencionamos que Star Trek teria “setenta anos”, mas o primeiro episódio da série original foi ao ar originalmente em 8 de setembro de 1966.

Leia o regulamento clicando aqui!

ATENÇÃO!

Para ouvir o episódio, clique no botão play ou no botão de download no plugin abaixo.

Feed do podcast: http://curtaficcao.blubrry.com/feed/podcast/

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Links comentados:

“Nós sempre lutamos”: desafiando a narrativa de “mulheres, gado e escravos”, tradução de Camila Fernandes

Binti, de Nnedi Okorafor

A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin

4 Armadilhas a serem evitadas ao criar personagens trans, tradução de Rodrigo de Assis Mesquita

Dúvidas, comentários, sugestões – contato@pacotaoliterario.com.br

 


10 thoughts on “Curta Ficção #010 – Escrevendo com Responsabilidade

    1. Fala, AJ!

      Hahaha será que rola a transição de tamanhos do Curta Ficção e do 12 Trabalhos? Ia ser engraçado, no mínimo! 😛
      Parece que 30 a 40 minutos é nosso padrão… já tá bom, né?

      Beijo!
      Jana

  1. Olá, pessoal!
    Gostei muito do podcast. As opiniões foram bem sensatas e algumas eu vou incorporar às minhas em debates.
    Vou indicar o podcast a amigos.

    Parabéns!

    1. Fala, Davi!

      Obrigada pelo retorno aqui e pelos comentários no Facebook também! 🙂
      E MUITO obrigada pelas indicações, é muito importante!

      Abraços!
      Jana

  2. Episódio muito bacana e necessário. Essa história de que “correção política” diminui ou atrapalha o prazer da leitura é papo furado. É justamento o oposto. Autores realmente antenados com a diversidade e autores com origens diversas são os mais interessantes hoje em dia. Seus livros têm tramas vigorosas, personagens complexos e ideias desafiadoras. O time do Curta Ficção mandou muito bem!

  3. Como sempre atrasada com os podcasts, mas acompanhando. Adorei o podcast e a “opinião” de vocês não é opinião na minha opinião kkkk. É a real. Tenho duas reflexões para fazer e uma indicação de texto. A primeira é quanto o desenho cultural que é construído pela sociedade em que vivemos. Um exercício de escrita foi proposto quando participei de uma oficina só para pessoas queer. Escrever sem definir gênero, cor e aspecto físico do personagem. No grupo havia negros, nordestinos, nortistas, latino americanos de outros países. No fim do exercício cada autor leu o seu texto (curto). O orientador então perguntou como eles primeiro imaginaram o personagem. Das 16 pessoas do grupo a maioria imaginou o personagem branco, homem na casa dos trinta. A ideia do nicho como forma de proteção, não vivemos numa sociedade ideal então vários nichos são criados para que as minorias tenham um ambiente não tóxico. É triste. Quando falamos em diversidade e inclusão estamos falando que gostaríamos de poder sair destes nichos e não ser “diferente”, afinal só 12% da humanidade são homens, brancos, cis, héteros. A indicação é do texto do Daniel José Older. 12 Fundamentos para escrever o outro.
    https://booksjcsolomons.wordpress.com/2015/08/27/12-fundamentals-of-writing-the-other-and-the-self/

    1. Oi, Claudia!

      Você “atrasada” com os episódios e eu ATRASADA (em caixa alta mesmo) com os comentários. Mas cá estou!

      De novo, obrigada pelo retorno. E sim, a gente também acha que tem coisa que a gente disse que não deveria ser opinião, ou algo a ser debatido. Em especial porque o resumo da ópera é que a gente quer que as pessoas pensem e respeitem as outras na hora de escrever, não é pedir demais, né… Haha…

      Obrigada por deixar esse link! É ótimo, já tinha lido há um tempo quando você postou em alguma discussão no Facebook. Mas acho importante deixar aqui pra “posteridade”, caso alguém venha aqui comentar mais pra frente. 🙂

      E esse negócio da gente sempre imaginar os personagens “padrão” é muito doido… Vi esses dias um vídeo de crianças americanas que recebiam a tarefa de desenhar alguns profissionais como bombeiro, médico, policial. Como você bem sabe (rs), as palavras em inglês não tinham gênero, mas a GRANDE parte das crianças desenharam profissionais homens. Inclusive as meninas.

      Isso precisa mudar e temos, em mãos, o poder de ajudar nesse mudança…. Então porque não, né?

      Obrigada mesmo por acompanhar e por deixar sua opinião.

      Beijos!
      Jana

  4. Atrasado!!! Acabei de ouvir o podcast, e é um assunto IMPORTANTÍSSIMO. Iniciei um projeto de escrito que pretende mexer nessas feridas, tratando assuntos polêmicos. E é um desafio muito grande, pois tem a intenção de deixar os acontecimentos “coerentes” e não apenas usar traumas sociais (racismo, estupro, machismo, exploração social, etc) com o intuito de “ah, mas a realidade ‘é assim mesmo'”.

    Uma das coisas que testei nesse projeto é não descrever cor de pele, por exemplo. Algumas personagens você deduz que são brancas, mas não é dito, de fato que elas são brancas. Os protagonistas, por exemplo (Lucia e Rodrigo) eu os imagino negros (mesmo não descrevendo que eles o são)

    Houve pessoas próximas que leram e imaginaram um deles branco, justificando “que imagina o Rodrigo um ‘gentleman’, e (talvez por isso) branco, de barba aparada e cabelo liso e curto’. Ou seja, estereótipo clássico… Negros não podem ser educados e gentis? Negros não podem ser charmosos. Essa pessoa em questão eu sei que não é racista ou preconceituosa, mas pensou muito no “automático”, com as influências enormes da cultura/sociedade em que vivemos.

    Enfim, parabéns pelo trabalho pessoal!! Eu sei que o papo deve ter sido ótimo, mas cuidado com o tempo!!! (costumo ouvi-los durante tarefas chatas, como lavar louças), e se ficar grande demais vou ter que remanejar minha rotina (hahahahah).

    1. Muito obrigado pelo comentário, Vinícius. Realmente, muitas vezes pensamos sempre no automático, mas aos poucos podemos ir desconstruindo nossa visão de mundo,
      Vamos tentar manter os episódios mais curtos, mas é que às vezes o assunto é tão bom que não tem jeito rs

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