Curta Ficção #005 – Uma viagem pela Ficção Científica



Curta Ficção #005 – Uma viagem pela Ficção Científica

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Neste episódio, Thiago Lee, Jana Bianchi e Rodrigo Assis Mesquita fazem uma viagem pelo mundo da ficção científica, explicando conceitos, desvendando o passado, discutindo tendências, fazendo previsões do futuro e sugerindo dicas para autores que querem escrever sobre temas atuais do gênero.

Bônus: Vida de Inseto pós-apocalíptica

ATENÇÃO!

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Feed do podcast: http://curtaficcao.blubrry.com/feed/podcast/

Links comentados:

A política dos ciborgs no México e na América Latina

99 dicas sobre literatura, escrita e publicação, de Rodrigo van Kampen

Timeline da Ficção Científica

História da sua vida e outros Contos, de Ted Chiang

Grifo Negro

Dayworld, de Philip Jose Farmer

O problema dos três corpos, de Cixin Liu

Fio Puxado, de Rodrigo Assis Mesquita

Sombras, de Jana P. Bianchi

Lobo de Rua, de Jana P. Bianchi

Crime Futuro, de Thiago Lee

Cibersolitude, de Thiago Lee

Pacotão Literário

Dúvidas, comentários, sugestões – contato@pacotaoliterario.com.br

A música utilizada é uma cortesia de bensound.com.


8 thoughts on “Curta Ficção #005 – Uma viagem pela Ficção Científica

  1. Estou ouvindo, mas PELO AMOR DE DEUS, qual é o nome da obra que é citada onde a população da Terra está acima do limite e as pessoas só podem acordar um dia? PRECISO DISSO!

  2. Muito interessante o programa, mas fiquei indignado quando falaram de ficção científica clássica com robozinhos… o Daneel Olivaw que manipulou mentalmente a sociedade da galáxia inteira durante 50 mil anos é um robozinho pra você? O Isaac Asimov que você falou mal aí é só o autor com as melhores ideias de ficção científica de todos os tempos. Ele tem só o melhor livro de viagem no tempo, o melhor livro de sexo alienígena, o melhor livro de história galáctica, as 3 leis da robótica, etc., etc., etc…

    Discordo dessa tendência de FC sobre tecnologias da moda, que vocês falaram. Cyborgs, internet, apple watch, tudo isso são tecnologias que existem, mas que vocês gostam de ver retratadas de um ponto de vista atual. FC não pode exagerar nesse ponto de vista. 1 Black Mirror é bom, cópias dele, nem pensar.

    Onde está a capacidade imaginativa? Pra que serve construção de universo então? FC e fantasia são relacionadas: as 2 precisam dessas 2 coisas. Quanto mais melhor.

    1. Fala, Marco!

      Valeu pelo feedback! 🙂 Mas quando falamos de ficção de “robozinho”, não foi diminuindo a ficção já existente que usa esse tropo ou outros. Isaac Asimov é um dos meus autores preferidos, nós três somos fãs de Star Wars, Star Treck e Battlestar Galactica e por aí vai. Nessa parte do programa nós estávamos falando sobre o FUTURO da ficção científica, e não enxergamos que o futuro desse gênero vai só ficar repetindo os clássicos, assim como não enxergamos que o futuro da fantasia é um monte de fantasia épica medieval baseada na Europa – por mais que Tolkien seja um gênio, um clássico, admirado por todos nós.

      O gênero da ficção científica é caracterizado também por sofrer mudanças constantes de ponto de vista, já que a própria ciência evolui, e evolui muito rápido. Isso não significa que as mensagens dos livros são datadas, mas a tecnologia é, é claro, e não acho que faz sentido as novas gerações escreverem em moldes que já estão obsoletos. Em Ubik, por exemplo (que é um dos meus livros favoritos), K. Dick sugeriu que no futuro tudo seria pago e cotizado, como de fato é. Mas, no livro, as pessoas usam MOEDAS pra pagar a geladeira, a porta, e etc. Se alguém fosse escrever esse livro hoje, os pagamentos seriam com a identificação da digital, leitura de retina, assinatura eletrônica. Foi isso que a gente quis dizer com “robozinho”. A gente entende – e você pode discordar, normal – que a abordagem da inteligência artificial vai ir além de criaturas metálicas humanoides tipo C3PO. Se formos projetar nossa inteligência artificial hoje, ela vai estar mais para a IA do filme Her, algo similar à Siri. Ninguém está falando mal dos “robozinhos” já existentes, imaginados em uma época que a ciência “robótica” nem existia – tanto que foi de um livro de ficção científica que surgiu o termo, que depois foi usado.

      E concordo contigo que não precisamos de mais Black Mirror. Na real, não precisamos de mais nada repetido, em gênero nenhum rsrs… A ideia de futuro de um gênero é justamente fazer o que ainda não existe. Aliás, foi até por isso que a gente citou o Ted Chiang na sugestão de livro, porque o que ele escreve é TOTALMENTE diferente de tudo que a gente já leu dentro da ficção científica (se você assistiu A Chegada, já sabe do que estou falando). Acho que a ideia da ficção científica é sempre estar um passo à frente do que existe, mas pra isso a gente precisa extrapolar as coisas mais recentes, não os conceitos que se tinham de futuro na década de 1950.

      É que nossa proposta é manter o podcasts curto, em no MÁXIMO 40 minutos, então não dá pra entrar tão a fundo na discussão (até é bem legal que ela possa acontecer aqui nos comentários). Mas se você quiser ouvir um pouco mais sobre esse lance que falamos sobre “o futuro”, tem um podcasts legal (só que tá em inglês :/) sobre Futurismo: http://www.writingexcuses.com/2016/07/31/11-31-futurism-with-trina-marie-phillips/

      Abraços!
      Jana

  3. A influência dos cyborgs na cultura mexicana está no Metal Gear Rising Revengeance. No jogo a Desperado Company tem uma fábrica de cyborgs guerreiros no méxico, e o cyborg Rayden (você), com um cão-lobo-robô, tem que invadir lá se disfarçando de cantor mexicano…

    1. Que legal alguém ter essa referência! Gosto muito de Metal Gear e zerei o Revengeance duas vezes.

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